Cinegrafista de Maringá luta contra doença rara e faz rifa de Passat 75 para custear tratamento


Por Brenda Caramaschi
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Passat LS 1975, que era sonho de menino, agora é prêmio da rifa para que o cinegrafista Cleison Lima possa continuar o tratamento de saúde. / Foto: arquivo pessoal

Conhecido pela atuação em veículos de comunicação de Maringá e região, como o Sistema Pinga Fogo e a Rede Massa, o cinegrafista Cleison Lima trava uma batalha diária contra a plexopatia diabética, uma doença rara e grave provocada pela diabetes. Há pouco mais de um ano em tratamento, ele enfrenta dores intensas, dificuldades financeiras e a necessidade de manter terapias e medicamentos de alto custo para evitar o avanço da doença, que pode comprometer os movimentos do corpo.

Os primeiros sintomas começaram com dores semelhantes às de uma inflamação no nervo ciático. Cleison passou por tratamentos ortopédicos, infiltrações e diversos exames, mas o quadro piorou rapidamente. “Começou em uma perna, depois foi para a outra e para a coluna. Eu não conseguia dormir, não conseguia ficar deitado”, relata.

Conhecido pela atuação em veículos de comunicação de Maringá e região, Cleison Lima trava uma batalha diária contra a plexopatia diabética. / Foto: arquivo pessoal

A orientação para procurar um neurologista veio da sobrinha, que é farmacêutica e percebeu a gravidade do quadro. Após exames específicos, o diagnóstico de plexopatia diabética foi confirmado em março de 2025. A doença inflama os nervos e provoca atrofia progressiva. 

“Ela não tem cura, mas tem tratamento. Se não tratar, vai atrofiando os nervos e comprometendo os movimentos”,explica. O primeiro tratamento indicado foi com imunoglobulina, um medicamento de alto custo que pode chegar a R$ 80 mil por mês, dependendo da dosagem. Ele conseguiu acesso ao medicamento pelo SUS, mas o tratamento não trouxe o resultado esperado e ainda provocou fortes reações. Desde então, Cleison passou por diferentes terapias, consultas e procedimentos em Maringá e Apucarana. 

Entre os tratamentos realizados estão infiltrações, soroterapia, fisioterapia, hidroterapia e uso de medicamentos extremamente fortes para controle da dor. Em alguns momentos, durante as crises mais severas, ele conta que passava madrugadas inteiras sentado embaixo do chuveiro quente tentando aliviar as dores. “Eu levantava quatro, cinco vezes na madrugada. Colocava uma cadeira no banheiro e ficava quase uma hora debaixo da água fervendo porque era a única coisa que amenizava”. Atualmente, o cinegrafista faz um tratamento contínuo em uma clínica de Maringá, com custo aproximado de R$ 6 mil mensais, além de gastos com consultas, exames e medicamentos. Sem conseguir manter todas as despesas, ele precisou interromper sessões de hidroterapia, consideradas importantes para evitar o avanço da atrofia nos nervos.

Depois do diagnóstico, o cinegrafista maringaense perdeu quase 60 quilos, após se submeter a diversos tratamentos que ajudassem a amenizar a dor constante. / Foto: arquivo pessoal

Cleison também deixou recentemente o trabalho na televisão, o que agravou ainda mais a situação financeira da família. A esposa, que trabalha como manicure e também enfrenta problemas de saúde após uma trombose, ajuda nas despesas da casa. Para conseguir manter o tratamento, o cinegrafista iniciou campanhas solidárias e rifas. Primeiro, arrecadou recursos sorteando camisetas autografadas. Agora, promove a rifa de um Volkswagen Passat LS 1975, considerado um carro raro e muito admirado pelos apaixonados por veículos antigos, conhecido popularmente como “Galo Cego”, cuja aquisição considerava a realização de um sonho pessoal. Cada número custa R$ 9,99, e toda a arrecadação é destinada ao tratamento. Muitas pessoas ajudam não apenas comprando números, mas também compartilhando a campanha.

“Tem gente que fala que, se ganhar, vai deixar o carro comigo porque sabe que é meu sonho. Isso dá força para continuar”, afirma. Além das dificuldades financeiras, Cleison relata outro problema recente: sua conta no Instagram, utilizada para divulgar as campanhas, foi banida, dificultando ainda mais a mobilização por ajuda.

Quem quiser colaborar pode participar da rifa pelo link ou contribuir via Pix pelo telefone 43 99980-4292, em nome de Cleison Lima. 

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