Criança convulsiona em shopping de Maringá, sofre parada cardíaca e é reanimada após massagem da mãe e orações de pessoas: ‘Vi meu filho sem vida’


Por Thiago Danezi
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Foto: Arquivo pessoal

Uma situação dramática vivida por uma família em um shopping de Maringá tem repercutido e chamado a atenção pela sequência de acontecimentos e pelo desfecho considerado surpreendente. O caso aconteceu no dia 2 de abril e foi detalhado pela mãe da criança, a fisioterapeuta Eliane de Deus Severino, em entrevista ao GMC Online.

Segundo Eliane, tudo começou após um jantar em família. Ao deixar o local, já na área externa do shopping, o filho Samuel, de quase dois anos, brincava normalmente quando sofreu uma queda repentina. “Ele veio na minha direção e acabou caindo para trás. Foi uma queda aparentemente simples, mas o impacto foi muito forte. Quando fui pegá-lo, ele já estava convulsionando”, relatou.

Queda seguida de convulsão

A mãe conta que, inicialmente, tentou manter o controle da situação e acionou socorro. O marido saiu em busca de ajuda dentro do shopping, enquanto ela ligava para o atendimento de emergência. Seguindo orientações médicas por telefone, posicionou a criança para evitar complicações, mas o quadro se agravou rapidamente. “A convulsão não parava. Foram vários minutos e eu comecei a perceber que a coloração dele estava mudando. Foi quando veio o desespero”, disse.

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Vídeo: Arquivo pessoal

De acordo com o relato, o momento mais crítico ocorreu quando Samuel parou de apresentar sinais vitais. Um bombeiro que chegou ao local confirmou a ausência de pulso. “Ele olhou para mim e disse: ‘mãe, seu filho está sem sinal’. Naquele momento, eu vi meu filho praticamente sem vida”, afirmou.

Mãe inicia massagem e pede orações

Mesmo abalada, Eliane iniciou manobras de reanimação. Como profissional da saúde, ela posicionou as mãos no tórax do filho para iniciar a massagem cardíaca, mas relata que tomou uma decisão incomum em meio ao desespero.

“Eu olhei para as pessoas em volta e pedi: ‘por favor, dobrem o joelho e orem pelo meu filho’. No começo, poucos fizeram isso. Depois, eu pedi com mais firmeza e, de repente, várias pessoas começaram a se ajoelhar e orar”, contou. Enquanto realizava as compressões, a cena ao redor se transformou. Testemunhas começaram a rezar, algumas chorando, em um momento de forte comoção.

Pouco depois, segundo Eliane, houve uma mudança no quadro da criança. “O bombeiro disse que o sinal estava voltando e, na mesma hora, o Samuel deu um grito e começou a chorar”, relembrou.

Criança se recupera e exames não apontam sequelas

Na sequência, equipes de socorro chegaram ao local e encaminharam o menino ao hospital. Durante o trajeto e no atendimento inicial, ele ainda apresentava alterações motoras e sinais de instabilidade. A maior preocupação da mãe era a possibilidade de sequelas neurológicas, já que, segundo ela, o tempo sem oxigenação poderia causar danos graves.

“Três minutos sem oxigênio já podem causar lesão. E ele ficou muito mais tempo naquela situação. Eu tinha muito medo do que poderia vir depois”, explicou. No hospital, Samuel passou por exames, incluindo tomografia, mas os resultados surpreenderam.

Foto: Arquivo pessoal

“O médico perguntou o que tinha acontecido, porque não apareceu nada. A tomografia estava limpa, sem lesão, sem edema, sem fratura”, disse. A avaliação da coluna cervical também não indicou qualquer comprometimento, e o menino foi liberado sem necessidade de intervenções mais complexas.

Após um período de observação, Samuel apresentou recuperação completa. Segundo a mãe, ele voltou a falar, andar e realizar atividades normalmente, sem qualquer sequela. “Ele está perfeito. Passou por avaliação neurológica e está tudo normal. Pelo que aconteceu, isso é algo que eu não consigo explicar de outra forma”, afirmou.

Passadas duas semanas do episódio, Eliane diz que a experiência impactou profundamente a família. “Foi o momento mais difícil da minha vida. Eu vi meu filho sem vida. Mas também foi quando eu mais senti força. Hoje, minha fé está ainda mais fortalecida”, disse.

O caso chamou atenção também pela mobilização de pessoas que estavam no local no momento da ocorrência, que acompanharam a situação e participaram das orações durante o atendimento. Para a família, o dia 2 de abril ganhou um novo significado. “Agora, o Samuel tem duas datas de aniversário. A do nascimento e a do dia em que ele voltou para nós”, concluiu.

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