O primeiro aplicativo para transporte individual de passageiros começou a operar em Maringá em 2017. Naquela época a cidade tinha aproximadamente 180 táxis. Hoje são 104.
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Os carros por aplicativo tiraram mercado dos taxistas, mas alguns profissionais do volante resistem. A CBN Maringá conversou com Sampaio, um taxista que tem ponto no centro da cidade.
Sampaio sentiu bastante o baque provocado pelos carros por aplicativo. Ele tinha quatro táxis e hoje tem apenas um. O motorista, há 40 anos em atividade, chegou a perder um imóvel por causa do prejuízo com o táxi, mas continua firme.
Antes de ser taxista, Sampaio foi caminhoneiro por cinco anos, mas trocou a estrada pelas avenidas e ruas, para ficar mais perto da família.
“O taxista entra em casa, o caminhoneiro não, fica 30, 40 dias fora de casa. Achei o táxi melhor, porque o caminhoneiro é empregado, no táxi eu sou dono. Com o aplicativo deu uma ‘quebrada’, mas continuamos. O sol brilha para todo mundo”, disse Sampaio.
E rodando a cidade no táxi, Sampaio já ouviu muitas histórias e viveu cenas inusitadas.
“Até trocar de roupa já trocaram dentro do meu carro, as ‘meninas da boate’. Não tem nenhum problema. Minha mulher não ficou brava, é o meu serviço”.
E não rolou ciúmes por um bom motivo: a mulher de Sampaio também é taxista. O amor nasceu num ponto de táxi.
“Ela me conheceu no táxi, então não tem o que reclamar de mim. Se você não é taxista e vai trabalhar com táxi, às vezes a mulher não deixa. Agora, se você já é taxista, ela não vai falar nada”.
“A gente se conheceu na Praça da Pernambucana ali. Ela trabalhava numa loja e eu trabalho com táxi. Aí tinha um árvore e ela ficava me olhando de lá, e eu de cá pra lá, olhando ela, por uns 15 dias, 20 dias. Aí começamos a namorar e estamos casados há com 20 anos .Hoje ela é taxista, tem o táxi dela”, contou Sampaio.