Dia Internacional do Chá: mercado cresce e conquista consumidores em Maringá 


Por Brenda Caramaschi
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Dia Internacional do Chá é celebrado com expansão no mercado em Maringá. / Foto: Bruno Boni

Embora o brasileiro tenha o costume de chamar qualquer infusão de chá, a bebida celebrada oficialmente no Dia Internacional do Chá, comemorado em 21 de maio, é feita exclusivamente a partir da planta Camellia sinensis. Dela surgem variedades como chá verde, preto, branco, amarelo, oolong e pu-erh, tradicionais em países orientais e cada vez mais presentes também em Maringá.

A explicação é da sommelier de chás Danielle Mangarotti, que atua há cinco anos no mercado de chás especiais na cidade e percebe uma mudança gradual no paladar dos consumidores da região. Segundo ela, ainda existe muita confusão entre os chamados “chás verdadeiros” e as infusões de ervas, como camomila, hortelã e capim-limão, bastante populares entre os brasileiros. “Quando as pessoas falam chá no mundo inteiro, elas estão falando da Camellia sinensis. Aqui no Brasil, a gente tem muito mais o hábito das infusões medicinais”, explica Danielle.

Em versões quentes ou geladas, bebidas servidas em estabelecimentos maringaenses durante festivais gastronômicos têm ajudado a popularizar o consumo de chá na cidade. / Foto: Bruno Boni

Ela afirma que a colonização japonesa de Maringá contribuiu para criar um público interessado em chás verdes e pretos, mas que o mercado de chás especiais ainda enfrenta um desafio de educação do consumidor. “No começo, era difícil fazer as pessoas entenderem a diferença entre o chá de saquinho e o chá especial de folha solta”, conta. Para aproximar o público desse universo, eventos e experiências gastronômicas têm ganhado espaço na cidade. 

Um dos exemplos é o Festival do Chai, criado por Danielle e realizado no mês de novembro em cafeterias e estabelecimentos de Maringá e região. A proposta é apresentar ao público versões artesanais da bebida indiana preparada com chá preto e especiarias como canela, cravo, gengibre, cardamomo e anis estrelado. Segundo a especialista, o brasileiro costuma preferir misturas do chá com frutas, especiarias e ervas. Entre os sabores mais procurados estão combinações com gengibre, frutas cítricas e plantas aromáticas. “O brasileiro gosta dessa mistura do chá com frutas e especiarias. Isso agrada muito o paladar”, afirma.

Chá gelado gaseificado é carro-chefe nas vendas da casa de chás maringaense que vende produtos orgânicos. / Foto: Brena Caramaschi

Além das cafeterias, casas especializadas também ajudam a fortalecer a cultura do chá em Maringá. É o caso da Tribal Casa de Chás, que funciona desde 2024 em uma casa amarela com detalhes em madeira na Avenida Brasil, bem em frente à praça do Antigo Aeroporto. O lugar parece saído de um conto de fadas ou de um livro de fantasia com ares medievais, como todos os móveis e a decoração feitos à mão por membros de uma comunidade religiosa conhecida como “as Doze Tribos” , que administram o lugar. Os chás vendidos e servidos ali são produzidos também pelo grupo, no município de Campo Largo, de forma orgânica –  um dos modelos de negócio encontrados para financiar a vida em comunidade. Na casa de chá maringaense é possível provar todos os sabores produzidos, harmonizando com pratos doces ou salgados, ou comprar o produto para preparar em casa. Um destaque do cardápio é o chá mate gaseificado, servido em uma caneca gelada. 

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