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27 de fevereiro de 2026

Docentes da Universidade Estadual de Maringá aprovam paralisação e indicativo de greve; veja detalhes


Por Thiago Danezi Publicado 26/02/2026 às 21h49
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Foto: Reprodução | UEM

Docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram paralisação das atividades para o dia 17 de março de 2026 e indicativo de greve durante assembleia realizada na última terça-feira, 24, pela seção sindical da categoria (SESDUEM). A decisão foi comunicada oficialmente à Reitoria por meio de ofício.

De acordo com o documento encaminhado ao reitor Leandro Vanalli, a medida integra um movimento mais amplo de mobilização nas universidades públicas estaduais do Paraná. A categoria informou que irá aderir à paralisação estadual e que o indicativo de greve representa a disposição de deflagrar um movimento paredista caso não haja avanço nas negociações e respostas concretas às reivindicações apresentadas.

Segundo texto divulgado pela própria seção sindical, a mobilização é motivada principalmente pela defasagem salarial acumulada ao longo dos anos, pelo não cumprimento adequado da data-base e pelas perdas inflacionárias que, conforme os docentes, reduziram significativamente o poder de compra da categoria. A publicação também aponta problemas estruturais relacionados às condições de trabalho, como sobrecarga docente, ausência de concursos suficientes para recomposição do quadro funcional e dificuldades de infraestrutura que impactam atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Outro ponto destacado pelos professores é a defesa da autonomia universitária. A categoria faz críticas aos efeitos da chamada Lei Geral das Universidades (LGU), que, na avaliação dos docentes, compromete a autonomia administrativa e orçamentária das instituições estaduais.

Procurada, a Universidade Estadual de Maringá informou ao Portal GMC Online que, até o momento, não irá se manifestar sobre o assunto, pois não recebeu comunicação oficial sobre a paralisação. A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) também foi contatada pela reportagem, mas até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado.

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