Eleições 2020: Partidos políticos falam sobre decisão do TSE


Por Luciana Peña/CBN Maringá
Tribunal Superior Eleitora. Foto: Divulgação/TSE

Em ano de eleições municipais, o Brasil enfrenta a pandemia do coronavírus. E tudo pode mudar, inclusive a data da eleição.

Já tem algo novo no cenário: as convenções partidárias, que poderão ser virtuais. Nessa quinta-feira, 5, o Tribunal Superior Eleitoral autorizou a realização de convenções partidárias online.

O período de convenções é de 20 de julho a 5 de agosto. Os partidos podem definir as regras, mas o TSE determina que todos os filiados tenham a mesma visibilidade.

A reportagem conversou com o presidente ou representante de alguns partidos para repercutir o assunto.

A Rede estava inclinada a realizar a convenção da forma tradicional mesmo, com todos os cuidados necessários, mas pela quantidade de correligionários participando deve realizar a convenção virtual.

O presidente da legenda, Orlando Cesar Barbeiro Junior, diz que a vantagem da Rede é ter entre os filiados mais jovens, que interagem facilmente com as ferramentas tecnológicas.

“Agora, a gente tem conhecimento de partidos que vão ter candidatos bem mais idosos. E, nesse ponto, não que o idoso tenha uma dificuldade para lidar com esses equipamentos, mas eu estava conversando com o Presidente de um outro partido que estava falando, inclusive, dessa dificuldade, que muitos dos filiados do partido dele não sabia lidar com essas ferramentas. Na Rede não é uma totalidade de pessoas que possam ter condições para lidar com esses equipamentos […]. É possível fazer uma convenção online? É possível, mas eu acho que todos os partidos vão enfrentar algumas dificuldades. Ainda estamos estudamos como será feito”, afirmou Barbeiro Junior.

O MDB acredita que neste momento não há dúvida, a melhor opção é a convenção online, diz o presidente do partido, Antônio Bartolomeu Frigo.

“Como nós temos feito dentro do partido algumas atividades, algumas ações, algumas discussões já utilizando dessa ferramenta, que é o que nós dispomos e o que dá uma segurança para todos. Agora, evidentemente, que o ideal seria presencial, até para você aproveitar o calor do momento ali”, comentou o presidente do MDB.

O Avante também comemora a decisão do TSE. E o presidente do partido, pastor Cícero Carlos da Silva, diz que a sigla está preparada para a convenção online.

“Hoje a vida está acontecendo online. Se você for ver, as coisas tudo acontecem pela internet hoje, as mídias sociais, a internet revolucionou tudo. Isso aí até dá para fazer uma reflexão com respeito às ações políticas, muita coisa poderia ser feita e pode ser feita online. De repente para diminuir custos, diminuir processos. É uma experiência nova, mas acredito que a partir daí decisões novas, novos pensamentos estarão surgindo”, ressaltou o presidente do Avante.

Para o presidente do PP, deputado federal Ricardo Barros, as convenções virtuais são importantes porque permitem a manutenção de datas do calendário eleitoral, inclusive a data da própria eleição. 

“Como a curva do coronavírus está ascendente ainda com o aumento de número de casos, é prudente que o Tribunal tenha liberado as convenções virtuais que permitirão o cumprimento dos prazos sem nenhum problema, porque nós sabemos que manter a datas das eleições é muito importante […]”, disse Barros.

Mas há aqueles que ainda não se conformaram muito bem com a inevitável novidade. Como passar por uma eleição sem a emoção das convenções partidárias tradicionais? É como final de campeonato, com direito à torcida e tudo mais. Será possível transferir essa emoção para um computador ?

O 1º tesoureiro do PSD, partido do prefeito Ulisses Maia e do governador Ratinho Junior, Hamilton Cardoso, acredita que não.

“Se fizer essas convenções online, ela é muito paradona, os candidatos praticamente não participam. Ao contrário das outras convenções que nós já fizemos, há muito tempo que faço convenção, os candidatos levam torcida, bandeira, apito e discursa, que é aberto aos candidatos. Tem partido que tem mais de 23 candidatos e só pode lançar 23, ali são escolhidos os 23. […] Até então, ninguém é candidato, todo mundo é pré-candidato a vereador. E nessa convenção que é escolhido o número deles para que eles possam trabalhar. A convenção é o ponta-pé inicial da campanha”, defendeu Cardoso.

No Legislativo municipal há representantes de 13 partidos políticos, entre vereadores ativos e inativos desta legislatura.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.

Precisa sair de casa? Use Máscara.Clique aqui e saiba por que ela é importante.

Sair da versão mobile