
Os rumores sobre uma nova greve dos caminhoneiros a partir da próxima segunda-feira, 1º, ganharam força nas redes sociais nesta semana. Várias frentes da categoria se organizam e mobilizam profissionais para participarem da paralisação. Informações sobre a proposta de reivindicação são compartilhadas principalmente pelo Whatsapp.
Segundo informações divulgadas pela revista Exame, entidades como o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) estão mobilizando caminhoneiros há vários dias. Um dos líderes da paralisação da categoria que aconteceu em 2018 teria dito a interlocutores que o nível de organização de hoje é ainda maior do que o alcançado pela categoria três anos atrás com a manifestação que parou o País.
No entanto, ainda segundo a Exame, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne entidades representativas da categoria, disse ter consultado mais de 100 sindicatos e sete federações sobre a possibilidade de uma greve no dia 1º. De acordo com a CNTA, ainda não há registros que comprovem a adesão ao movimento.
O Ministério da Infraestrutura também confirmou não ter recebido comunicados sobre convocações de greve.
Apesar de a manifestação não ter sido oficializada, em uma reunião realizada na quinta-feira, 28, na Câmara dos Deputados e por videoconferência, representantes de caminhoneiros reiteraram aos parlamentares que a greve está mantida. “Apresentamos a agenda, questionamos a política de preços dos combustíveis da Petrobras, pedimos apoio aos deputados nas pautas e reforçamos a greve para o dia 1º. O recado foi dado”, relatou o presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Transportadores rodoviários autônomos e celetistas afirmam que vão paralisar as atividades em 1º de novembro caso o governo não atenda às reivindicações da categoria.
No encontro, caminhoneiros apresentaram as demandas principalmente de cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, aposentadoria especial a partir de 25 anos e fim da política de preço da paridade de importação da Petrobras para combustíveis.
A reunião foi organizada pela Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas. Segundo o presidente da frente, deputado federal Nereu Crispim(PSL-RS), mais de 80 lideranças de caminhoneiros de vários Estados do País e quatro deputados participaram da reunião.
Integrantes do Executivo foram convidados mas não estiveram presentes, conforme o deputado. “A manifestação da maioria foi de que ainda dá tempo do governo tentar estabelecer uma conversa, mas sem discursos que afrontem à categoria”, disse Crispim à reportagem.
Na reunião, o deputado pediu mais diálogo e entendimento do governo em relação às demandas da categoria.
Maringá e região
Procurado pela reportagem, o presidente do Sindicato Dos Transportadores Rodoviários Autônomos De Bens De Maringá E Região (Sindicam), Osvaldo Reginato, afirmou que até o momento a categoria não tem indicativo de que haverá paralisação na região. “Deveríamos, mas não temos nenhum indicativo, estamos aguardando”, esclareceu.