
Os cuidados paliativos são aqueles que aliviam o sofrimento de pacientes que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida: doenças crônicas, degenerativas, oncológicas, entre outras. O SUS tem um programa específico para atender estes pacientes e os familiares deles. O Hospital Universitário de Maringá (HUM) é o único do estado selecionado para participar do programa.
A superintendente do HUM, Elisabete Kobayashi, explica que ao contrário do que muita gente pensa, os cuidados paliativos não são empregados apenas em pacientes oncológicos em fase terminal.
“Por definição da Organização Mundial da Saúde, a OMS, [o cuidado paliativo] é todo o cuidado da equipe multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida de seu paciente e de seus familiares, frente a uma doença crônica, que ameace sua vida ou que esteja em sofrimento. Então, nesse rol, a gente abre tanto para paciente oncológico, para pacientes com doenças crônicas como pneumopatias, cardiopatias, o HIV, para que a gente faça o acolhimento desse paciente”, explica Elisabete.
Um exemplo de doente crônico que pode ser beneficiado pelo programa de cuidados paliativos é o fumante de longa data que precisa ficar internado várias vezes para receber oxigênio. Depois de tantas internações a qualidade da saúde decai. Com os cuidados paliativos ele poderá ter mais qualidade e expectativa de vida.
“Com os cuidados paliativos, a gente amplifica o escopo, a gente faz um acolhimento melhor desse paciente, traz a família para junto dele, dentro do hospital para ensinar os cuidados e os manejos desse paciente em casa e, eventualmente, diminuindo o tempo de hospitalização”, comenta a superintendente do HUM. “O importante é que ele [paciente] tenha qualidade de vida, o foco é esse”.
O HUM recebeu o convite para participar do programa da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) e com ele amplia a capacidade de assistência das equipes profissionais do hospital.
“Eles queriam que a gente manifestasse se a gente teria o interesse ou não e, logicamente, nós temos interesse. O HUM vem crescendo, ele vem se tornando uma grande referência para a região e nós estamos realmente partindo para a linha ensino, pesquisa e assistência e a gente pretende melhorar toda a rede, amplificar todos esses cuidados e qualificar os profissionais. Então, esse programa visa capacitar as pessoas, construir protocolos de conduta entre o hospital e a rede e fazer com que esse pessoal que seja capacitado sejam multiplicadores. É o nosso foco”, complementa Elisabete
O Programa de Cuidados Paliativos do SUS possui cinco fases com duração de 10 meses e atividades e treinamentos híbridos, ou seja, online e presencial.
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