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03 de abril de 2026

Indústria de Maringá doa travesseiros para o tratamento de pacientes com coronavírus


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 09/11/2020 às 16h30 Atualizado 26/02/2023 às 04h55
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Foto: Ilustrativa/Pixabay

Uma indústria de Maringá doou travesseiros para o tratamento de pacientes com coronavírus. Os itens foram desenvolvidos numa parceria entre a indústria, uma multinacional de matéria-prima e a USP, no projeto Prone. Ao longo da pandemia, a medicina descobriu a eficiência da técnica conhecida como pronação, que depende da posição do paciente na cama.

A medicina foi obrigada a aprender sobre o coronavírus com a pandemia em curso. Enquanto numa frente, os cientistas correm atrás da vacina, em outra, os médicos e profissionais da saúde tentam aperfeiçoar o tratamento.
Foi no leito de UTI, que se percebeu a eficácia da técnica conhecida como pronação.

O paciente com dificuldade de respirar é colocado de barriga para baixo.
Esta posição facilita a atividade do pulmão e melhora a oxigenação do sangue. Com isso o tempo de recuperação e permanência na UTI é menor.
Para a técnica dar certo basta que o paciente seja acomodado com travesseiros, ou posicionadores laterais.

A Universidade de São Paulo (USP), uma indústria de colchões de Maringá e uma multinacional de matéria-prima para colchões desenvolveram posicionadores que são sustentáveis porque podem ser reaproveitados, duráveis e de maior eficácia, além de mais baratos.

É o Projeto Prone, que está testando o modelo no Hospital das Clínicas de São Paulo. O diretor da F.A Colchões, Luiz Fernando Ferraz, diz que já foram doados 400 kits. “As pessoas ficam muito tempo na UTI e os hospitais usam, normalmente, travesseiros, presos com fitas adesivas, cobertores ou alguma outra almofada para posicionar. Isso tudo gerava uma demanda muito alta de lavanderia, de desenvolver um apoio próprio para cada paciente. Essa demanda chegou até nós e trabalhamos com uma espuma especial, de alta resistência. Desenvolvemos também um sistema de vedação, em uma almofada com bolsões de ar que permita a não exposição de bactérias nesse material”, explicou.

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