
Com o crescimento acelerado dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), a rede municipal de ensino de Maringá dá um passo decisivo para transformar a realidade das salas de aula. Por iniciativa do prefeito Silvio Barros e da secretária de Educação, Adriana Palmieri, o município iniciou a implantação do projeto Trilhas da Inclusão, uma solução educacional desenvolvida pela editora Linerbook para acolher e potencializar o aprendizado de crianças atípicas.
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Ciência e Afeto na Sala de Aula
O projeto, liderado pela professora e pesquisadora Ana Kaffa à frente de uma equipe multidisciplinar, utiliza a ludicidade para desmistificar o autismo. Por meio da história do Dinotéo, um T-Rex muito especial, o material didático apresenta de forma simples e objetiva as situações vividas por autistas, ensinando alunos e educadores como conviver de forma harmônica e respeitosa.
A secretária Adriana Palmieri destaca que a iniciativa é uma resposta necessária e científica a um desafio crescente. “É um tema que precisa estar na pauta da educação com compromisso e responsabilidade”, afirma.
Jornada de Conhecimento
Mais do que a entrega de materiais, a implantação envolve uma formação robusta. Cerca de 7 mil profissionais, entre professores e servidores de CMEIs e escolas, participaram de palestras com referências na área, como o Dr. Carlos Gadia (neuropediatra); Ana Kaffa (escritora e pesquisadora) e a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (psiquiatra).
Na primeira semana de março, centenas de professores regentes e de apoio passaram por qualificações técnicas para utilizar os guias, planners e materiais pedagógicos no dia a dia escolar.
Referência em Transformação Educacional
A Editora Linerbook, responsável pelo programa, traz a bagagem de mais de duas décadas de atuação no mercado editorial focado em eficiência educativa. Detentora do selo “Empresa Amiga do Autista” (concedido pela ONDA-AutismoS), a editora propõe um “salto temporal” na rede pública.
O objetivo é ousado: avançar 20 anos em apenas quatro, atualizando o sistema de ensino para uma realidade onde a inclusão não é apenas um direito, mas uma prática técnica e humanizada.
“Ter material de apoio e orientações permanentes é fundamental para que essa inovação chegue às salas de aula no momento certo”, celebra uma professora da rede que já participou das atividades de qualificação.
Com essa iniciativa, Maringá consolida-se como referência em transformação educacional, colocando o conhecimento e a empatia como as principais ferramentas para garantir que nenhum aluno seja deixado para trás.