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09 de fevereiro de 2026

Maringá instala ‘armadilhas tecnológicas’ contra mosquito da dengue em escolas e quintais


Por Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 09/02/2026 às 18h28
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Foto: Rafael Macri | PMM

A Secretaria de Saúde de Maringá iniciou nesta segunda-feira, 9, a instalação de estações disseminadoras de larvicida como nova estratégia para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A primeira armadilha foi instalada no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Jean Miranda Euflausino.

Além das unidades escolares, as estações também serão implantadas em oficinas, ferros-velhos, terrenos baldios e quintais, considerados locais estratégicos por apresentarem maior risco de proliferação do mosquito.

A estação disseminadora de larvicida se assemelha a um balde plástico com tampa. No interior, há água com um larvicida biológico que não oferece riscos à saúde humana, mas é eficaz contra o Aedes aegypti. O mosquito é atraído pela água e pelo odor do princípio ativo, entra na armadilha e é contaminado, porém não morre imediatamente.

Ao sair da estação, o inseto espalha o larvicida em outros focos de água, o que resulta na eliminação de ovos e larvas do mosquito, reduzindo a reprodução e a circulação do vetor na cidade.

A instalação da primeira armadilha foi feita pela agente de endemias Ana Paula Rodrigues, que explicou que o material exige o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), mesmo sendo biológico. Segundo ela, o flutuador da estação será trocado a cada 60 dias.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a prefeitura vai instalar cerca de 3.500 estações disseminadoras em diversos pontos de Maringá. A tecnologia se soma a outras ações já em andamento, como visitas domiciliares, borrifação residual intradomiciliar e fiscalização em pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos.

Outro diferencial das estações é a capacidade de monitoramento do comportamento do mosquito. Paletas presentes nas armadilhas vão gerar dados que serão analisados posteriormente com o uso de inteligência artificial, auxiliando no controle e na prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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