Maringá registra um dos menores índices de otimismo do comércio no Paraná; veja a pesquisa

Os empresários paranaenses iniciam o primeiro semestre de 2026 com expectativas mais moderadas em relação ao desempenho dos negócios. É o que aponta a Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio, elaborada pela Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR. Em Maringá, o índice de otimismo está entre os mais baixos do Estado.
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De acordo com o levantamento, 28,7% dos empresários do Paraná têm expectativas favoráveis para os primeiros seis meses do ano, enquanto 24,4% apostam em estabilidade. Outros 19,7% avaliam o período de forma desfavorável e 27,2% ainda não possuem opinião formada. O percentual de otimismo é inferior ao registrado no semestre anterior, quando 33,5% projetavam cenário positivo.

Na divisão regional, Curitiba e Região Metropolitana lideram em expectativas favoráveis, com 33,5%, seguidas por Londrina (32,2%) e Sudoeste (30%). A Região Oeste aparece com 29,1%. Já Maringá registra 20,8%, ficando à frente apenas de Ponta Grossa, que soma 15,8%.
Segundo a pesquisa, o recuo no otimismo está associado a um ambiente de incertezas provocado pela transição tributária, juros elevados e o ano eleitoral. Entre os segmentos, o setor de serviços apresenta maior confiança (34,3%), seguido por turismo (25%) e comércio (24,6%).
A carga tributária é apontada como principal dificuldade por 43,2% dos entrevistados, um aumento de 10,5 pontos percentuais em relação ao semestre anterior. Na sequência aparecem instabilidade política (39%) e falta de mão de obra qualificada (35,1%), um dos índices mais altos dos últimos 12 anos.
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Apesar do cenário mais cauteloso, 30,6% dos empresários afirmam que pretendem investir no primeiro semestre, principalmente em reforma e modernização (30,3%), aquisição de máquinas e equipamentos (27%) e ações de marketing (25,9%). Além disso, 25,9% projetam ampliar o quadro de funcionários, enquanto apenas 7,2% cogitam reduzir contratações.
Para o presidente em exercício da Fecomércio PR, Ari Faria Bittencourt, o momento exige prudência, mas não pessimismo. Já o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Rissete, destaca que micro e pequenas empresas tendem a sentir mais os impactos de juros elevados e mudanças tributárias, o que reforça a necessidade de planejamento e gestão estratégica.
A pesquisa ouviu mais de 600 empresários paranaenses entre os dias 14 e 30 de janeiro, abrangendo diferentes portes e segmentos nas principais regiões do Estado.
