Maringá surpreende e lidera ranking nacional dos solteiros mais sociáveis; pesquisa revela onde ocorre a maioria dos dates


Por Thiago Danezi
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O estudo também mostrou um cenário curioso entre os solteiros maringaenses: embora exista vontade de socializar, muitos encontram dificuldades para criar novas conexões no dia a dia sem a ajuda da tecnologia. Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial.

Os maringaenses estão mais abertos a conhecer pessoas novas e os aplicativos de relacionamento têm desempenado um papel cada vez mais importante nisso. Um levantamento realizado pelo aplicativo Inner Circle revelou que a cidade lidera o ranking das mais sociáveis entre usuários de apps de relacionamento em cidades de médio porte do Brasil.

A pesquisa analisou o comportamento de solteiros em seis cidades brasileiras onde a plataforma vem ampliando sua presença. Em Maringá, 32% dos entrevistados afirmaram usar os aplicativos não apenas para buscar um relacionamento sério, mas também para socializar e ampliar o círculo de amizades, índice acima da média geral do estudo, que foi de 26%.

Apesar do perfil mais aberto às conexões sociais, a intenção de encontrar um relacionamento duradouro ainda aparece como prioridade para a maioria dos usuários. Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados disseram procurar algo sério.

Em entrevista ao GMC Online, Ramone Gigliotti, gerente sênior do Inner Circle no Brasil, explicou que os dois comportamentos podem coexistir. “Mesmo quando o objetivo é um relacionamento sério, o primeiro passo muitas vezes passa por conhecer pessoas novas, ampliar o círculo social e criar conexões de forma mais leve”, afirmou.

Dificuldade para conhecer pessoas fora dos aplicativos

O estudo também mostrou um cenário curioso entre os solteiros maringaenses: embora exista vontade de socializar, muitos encontram dificuldades para criar novas conexões no dia a dia sem a ajuda da tecnologia.

De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados afirmaram que é difícil conhecer alguém interessante em Maringá sem o uso de aplicativos de relacionamento. Apenas 25% disseram considerar esse processo fácil.

Para Ramone, os aplicativos acabam preenchendo uma lacuna social cada vez mais comum nas cidades. “As pessoas querem conhecer gente nova, mas nem sempre encontram os contextos certos para isso no dia a dia. Os aplicativos acabam cumprindo esse papel de ampliar o círculo social e facilitar encontros que, de outra forma, dependeriam muito mais do acaso”, explicou ao GMC Online.

Bares lideram preferência para o primeiro encontro

Outro dado que chamou atenção foi o comportamento dos moradores em relação ao primeiro date. Maringá foi a única cidade pesquisada em que os bares apareceram como principal escolha para o encontro inicial.

Segundo o levantamento:

Já ambientes considerados íntimos demais, como a casa de uma das pessoas, ou locais que dificultam a conversa, como o cinema, aparecem entre os menos escolhidos para um primeiro encontro. “A dica é priorizar ambientes que favoreçam a conversa e deixem as duas pessoas confortáveis. O primeiro encontro é, antes de tudo, um momento de conexão”, destacou Ramone.

Viagens aumentam chances de novas conexões

A pesquisa também mostrou que muitos moradores acreditam ser mais fácil conhecer alguém interessante fora da cidade. Entre os entrevistados:

O levantamento sugere que mudanças de rotina e novos ambientes acabam favorecendo encontros e conexões mais espontâneas.

Aplicativos apostam em afinidade para criar conexões reais

Segundo dados mais amplos do Inner Circle, apenas 39% das pessoas dizem conseguir encontrar frequentemente alguém com interesses e valores parecidos no cotidiano.

Para enfrentar esse desafio, o aplicativo vem investindo em comunidades internas chamadas “Círculos”, que conectam usuários por afinidades em comum, como corrida, leitura, samba, pets e estilos de vida semelhantes.

A proposta, segundo a plataforma, é transformar o aplicativo em um espaço que vá além do match tradicional e facilite conexões mais naturais, tanto no ambiente digital quanto presencial. “Não se trata só de aumentar o número de conexões, mas de melhorar a qualidade delas. Quando você parte de interesses em comum, o primeiro passo da conversa já acontece de forma muito mais espontânea”, concluiu Ramone.

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