Maringaense fica milionário nos EUA comprando ‘Dogecoin’, criptomoeda inspirada em meme


Por Creative Hut
Maringaense fica milionário nos EUA comprando 'Dogecoin', criptomoeda inspirada em meme
O maringaense Glauber Contessoto ficou milionário nos EUA investindo em ‘Dogecoin’. Foto: Arquivo pessoal

Natural de Maringá, Glauber Contessoto, de 33 anos, ficou milionário nos Estados Unidos investindo em ‘Dogecoin’, uma criptomoeda (moeda digital) inspirada em um meme de cachorro. O maringaense virou notícia no The New York Times e em diversos outros veículos de imprensa pelo mundo.

Glauber Contessoto mudou-se com a família para os Estados Unidos quando tinha seis anos de idade, após seu pai, que é cantor de ópera, ganhar uma bolsa de estudos no estado de Massachusetts.

O maringaense começou a trabalhar aos 15 anos de idade, no setor de alimentação. “Trabalhei no Subway, Taco Bell, Pizza Hut e restaurante O’Charley’s”, relatou em entrevista ao GMC Online. A família enfrentou diversas dificuldades financeiras e Glauber prometeu para si mesmo que mudaria essa realidade.

Posteriormente, o jovem foi trabalhar em uma companhia de hip-hop – seu gênero musical preferido -, em Los Angeles, na Califórnia. “Eu trabalhava com o canal do YouTube deles, nos vídeos, fazendo as vozes e editando. E era manager do canal deles do YouTube”, relata. No local, ele ganhava US$ 36 mil por ano, mas queria ir além.

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Em 2019, Glauber Contessoto começou a comprar ações no Robinhood, um aplicativo de negociação de ações. Na época, ele se limitou a empresas grandes e conhecidas, como Uber e Tesla.

Em fevereiro deste ano, após ler sobre o potencial do Dogecoin no Reddit, o maringaense juntou todas as suas economias, pegou dinheiro emprestado de familiares e resolveu investir tudo o que tinha no mercado de criptomedas. Ele comprou cerca de US$ 250 mil em Dogecoin.

“Dogecoin foi a primeira moeda que eu comprei. Depois comprei também Bitcoin, Ethereum, SafeMoon, ElonGate… mas vendi todas para comprar mais Dogecoin”, explicou. O “empurrão” que Contessoto precisava para apostar todas as fichas no Dogecoin veio do empresário Elon Musk, que tem promovido constantemente a criptomoeda no Twitter.

Glauber Contessoto, o maringaense que ficou milionário comprando Dogecoin. Foto: Arquivo pessoal

E funcionou. Em meados de maio, menos de três meses após começar a investir no criptoativo, o maringaense se tornou milionário. Seu patrimônio se aproximou de US$ 3 milhões – o valor oscila de acordo com a cotação do Dogecoin.

Em junho, Contessoto saiu do emprego na companhia de hip-hop para se dedicar integralmente à compra de Dogecoin e à sua marca “The Dogecoin Millionaire“, onde vende camisetas e produz conteúdo sobre criptoativos. O canal do YouTube somava 78,2 mil inscritos até o fechamento desta reportagem e mais de duas milhões de visualizações.

Lançada em 2014, a Dogecoin surgiu a partir de um meme do cachorro japonês da raça Shiba Inu, que fez sucesso nas redes sociais em 2013 e é a identidade da criptomoeda.

“Para mim, o doge é a moeda com a melhor ‘branding’, melhor ‘cara’. Ela é mais barata, então é mais fácil para comprar bastante, e é melhor para marketing. Bitcoin, Ethereum, Cardano… essas são muito ‘high tech’, do ‘futuro’ e ‘frias’. Doge é feliz, simples, carinhoso, igual o brasileiro. Doge é gente fina, igual o seu vizinho que te convida para toma um cafezinho [risos]”, explicou o maringaense ao GMC Online.

Glauber Contessoto mora em Los Angeles, cidade do sul da Califórnia. Depois de se mudar para os Estados Unidos, o jovem só voltou para Maringá a passeio, quando tinha dez anos de idade.

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