Maringaense que cria lhama e outros bichos pretende ‘abrir a casa’ para visitação


Por Creative Hut
Maringaense que cria lhama e outros bichos pretende 'abrir a casa' para visitação
Mauro Dias e a lhama Bruce. Foto: Arquivo pessoal

Bruce, uma lhama de cerca de cinco meses, vive em uma casa na Zona 5 de Maringá junto com outros dez bichos – a maioria nada convencional. Cada um deles faz parte da família do Mauro Dias, de 28 anos, junto com sua esposa Jessica e o filho Benjamin.

Dias é apaixonado por animais e, inclusive, trabalha como treinador de cães, gatos, coelhos e até aves. Em casa, além da lhama, o maringaense cria uma mini cabra chamada Rambo; uma cutia (Capitão); um lagarto dragão australiano (Cássio); uma coruja-do-mato (Lua); um papagaio-eclectus (Rocky); duas maritacas (Tico e Teco); um canário belga (Tinoco); um coelho gigante (Woody) e uma cachorra (Mel).

“Sou apaixonado por animais, de qualquer tipo. Cada um tem suas belezas, e é incrível observar os comportamentos e a adaptação de cada um. Como hoje em dia é possível ter alguns animais exóticos e de forma legalizada, resolvi comprar, por gostar e por querer estar rodeado de animais. Comecei com o lagarto, depois veio o papagaio e os demais. Foi um processo bem natural”, detalhou Mauro Dias em entrevista ao GMC Online.

O filho de Mauro Dias, Benjamin, de um ano, convive desde cedo com os animais, aprendendo a amar e respeitar cada um deles.

Os animais que necessitam de registro estão devidamente legalizados, mas alguns não precisam, como a própria lhama. “Só preciso ter nota fiscal comprovando onde comprei a lhama, mas não precisa de registro. Existem alguns criadores no Brasil que vendem lhamas. O Bruce veio de uma fazenda localizada em Saudade do Iguaçu, próximo de Pato Branco”, conta o maringaense.

Atualmente, Bruce tem quase 40 quilos, mas pode chegar aos 130 quilos e 1,90 metro. Parentes dos camelos, as lhamas são animais adaptados ao frio e ao calor, ou seja, não sofrem com as mudanças de temperatura. Antes de comprá-lo, Mauro Dias fez pesquisas e conversou com biólogos. 

“Eu tinha receio sobre o cuspe, que tanto se fala, mas descobri que é apenas uma forma de defesa, assim como os cães mordem, os gatos arranham e as aves bicam. Em quatro meses o Bruce nunca fez isso, só acontece se o animal se sentir extremamente incomodado, porque eles são muito dóceis e tranquilos”, frisa Dias.

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Bruce, a lhama de Mauro Dias. Foto: Arquivo pessoal

‘Abrir a casa’

Com o objetivo de transformar a relação de pessoas e animais por meio da educação ambiental, Mauro Dias vai ‘abrir a casa’ para visitação. O projeto, chamado ZooDias, deve ser lançado ainda neste ano.

“Vamos abrir nossa casa para a educação ambiental. Nada de exposição dos animais ou zoológico. Queremos colocar as pessoas em contato com os animais, para que conheçam mais sobre eles, toquem, alimentem. Tudo será feito mediante agendamento e guiado por biólogos. […] As pessoas têm medo do que não conhecem, e através de conhecimento, vendo que o animal não machuca, elas se sentem mais seguras. Assim, quando se depararam com algum animal, não vão matar, vão respeitá-lo, vão saber o que fazer”, ressalta o maringaense.

Além disso, Dias vai criar um projeto social de zooterapia – terapia assistida com animais. “Quero usar meus animais para zooterapia, para ajudar pessoas com alguma doença – com suporte de psicólogo, é claro. Quero mostrar para as pessoas que todos os animais podem ajudar de alguma forma. A expectativa é iniciar o projeto já em janeiro do ano que vem”, frisa.

No segundo semestre deste ano a família de Mauro Dias deve aumentar ainda mais, com a chegada de um emu – segunda maior ave do mundo -, uma iguana, um teiú e um aquário marinho. Saiba mais no Instagram de Dias – acesse aqui.

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