
Maringá registrou um aumento de 40% nos casos de Covid-19 na primeira quinzena de maio, na comparação com os 15 dias anteriores. Os dados são do monitoramento feito pelo Observatório Covid Unicesumar-Codem, divulgados nesta quarta-feira, 25.
Na segunda quinzena de abril, a cidade registrava uma média de 177 novos casos diários. Já nos primeiros 15 dias de maio, este número saltou para 247 casos diários. Ainda conforme o monitoramento, o número de casos ativos da doença na cidade também aumentou. São 2.577 pessoas positivadas em Maringá, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com o coordenador do Observatório Covid Unicesumar-Codem, Guaracy Silva, também houve um aumento na média diária de óbitos. E a tendência é que os indicadores continuem aumentando na segunda quinzena de maio. “Sempre a gente trabalha com as quinzenas, e a quinzena anterior, que foi a última de abril, a média móvel de número de casos ficou em 177, ela era a menor desde o período de janeiro desse ano, desde pós omicron. Na primeira quinzena fechada de maior esse número já estava em 247, então esse crescimento de 40%. A segunda quinzena de maior ainda não está fechada, mas a tendência é de alta”.
Ele explica que os números se preocupam, pois se refletem tanto no total de casos, quanto de óbitos. “Nós estávamos com uma média móvel diária de óbitos na casa do 0,36. Esse era um dos melhores números da pandemia com exceção da segunda quinzena de dezembro. Agora, na última quinzena completa e mais agora nos dias atuais que estão compondo a segunda quinzena esse número é de 0, 67. Então, óbitos praticamente a média móvel dobrou. Outro ponto que chama a atenção é que os óbitos estavam restritos às pessoas mais idosas e mais recentemente nós já observamos alguns óbitos entre pessoas com 20 anos, com 40 anos”.
Entre os fatores que contribuíram para o aumento no número, o especialista aponta para os jovens que não compareceram para tomar a dose de reforço do imunizante. 55,86% da população maringaense recebeu a terceira dose.
O coordenador do Observatório também aponta para a subnotificação de casos, isto é, pessoas que fazem o autoteste em casa e que as autoridades de saúde não ficam sabendo.
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