
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia em que acusa a proprietária de um asilo em Maringá, e a filha dela, de prática de tortura seguida de morte contra dois idosos. Um homem de 91 anos, que morreu por causa de uma fratura no fêmur, após uma queda; e um homem de 77 anos, que sofreu uma infecção, que pode ter relação com lesões na pele, que eram higienizadas com água sanitária.
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A promotora de Justiça da 14ª Promotoria do Ministério Público, Michele Nader, explicou que a ação requer também que se apure outra morte no local. Quando o asilo foi interditado, há duas semanas, havia 12 idosos no estabelecimento.
“O MP imputa na denúncia a prática de tortura seguida de morte, em razão da morte de dois idosos que lá se encontravam, supostamente por agressões físicas e psíquicas que sofreram no local. O MP requer também a instauração de um novo inquérito policial para constatar novos fatos envolvendo outros idosos. Durante as investigações, surgiram elementos de que outra idosa teria morrido no local também em razão de violência física e psíquica”, afirmou a promotora.
Veja a explicação abaixo:
A denúncia é resultado de investigação conduzida pelo MP-PR e que levou à interdição da casa, no início do mês, assim como à prisão de uma das denunciadas (que segue detida preventivamente). Ainda segundo a Promotoria, as práticas imputadas na denúncia contra as duas mulheres são equiparáveis a crime hediondo. O Ministério Público solicitou também a abertura de novo inquérito em relação a outros possíveis crimes cometidos em face de outras pessoas então acolhidas na ILPI. Na interdição, 12 idosos eram mantidos ali. Todos foram encaminhados aos cuidados dos familiares.