Moradores protestam contra Casa de Semiliberdade em Maringá; prefeitura se manifesta; vídeo

Moradores do Jardim Campos Elíseos, em Maringá, realizaram um protesto na noite desta segunda-feira, 25, contra a construção de uma Casa de Semiliberdade destinada a adolescentes do sexo feminino que cumprem medidas socioeducativas. A unidade, construída pela Secretaria de Justiça do Paraná (Seju), terá capacidade para receber entre 7 e 12 meninas.
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Vídeos encaminhados ao Portal GMC Online mostram diversos moradores reunidos em manifestação no bairro, demonstrando preocupação com a instalação da estrutura e possíveis impactos na segurança da região. O grupo se posiciona contra a construção da unidade e pede maior diálogo com o poder público.
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A Casa de Semiliberdade está sendo construída no Jardim Campos Elíseos e deverá receber adolescentes que já passaram pelo sistema socioeducativo e estão em fase de reinserção social. Conforme o Governo do Paraná, as jovens estudam e trabalham durante o dia, retornando à unidade no período da noite.
Em entrevista, o diretor-geral da Seju, Nivaldo Ramos, afirmou que a população pode “ficar tranquila” e classificou a reação contrária como fruto de falta de informação sobre o funcionamento da unidade. Segundo Ramos, a estrutura não representa risco para a vizinhança e pode trazer benefícios para a comunidade. Entre eles, ele cita a instalação de um módulo policial dentro da área do projeto e a criação de uma rua coberta voltada à convivência de idosos do bairro.
“A população tem dificuldade de entender como é gerido isso. É uma casa de semiliberdade feminina, com meninas menores de idade que estudam, trabalham durante o dia e retornam à noite. A intenção é promover a recuperação e reintegração social”, afirmou o diretor.
Ainda conforme a Seju, a permanência média das adolescentes na unidade será de aproximadamente seis meses, período em que recebem acompanhamento socioeducativo antes do retorno ao convívio familiar.
Prefeitura se manifesta
O Portal GMC Online entrou em contato com a Prefeitura de Maringá, que, por meio de nota, informou que a Casa de Semiliberdade é uma demanda do Governo do Estado e destacou que o terreno escolhido possui localização estratégica. Segundo a administração municipal, o espaço fica próximo de equipamentos públicos importantes para o acolhimento e ressocialização das adolescentes, como escola e unidade de saúde.
A prefeitura também afirmou que municípios da região, como Londrina e Paranavaí, já possuem unidades semelhantes sem registros de aumento da violência ou conflitos com moradores do entorno. Ainda conforme a nota, a Prefeitura de Maringá informou que tem tratado junto à Secretaria Estadual de Justiça sobre a possibilidade de a unidade do município atender adolescentes do público feminino.
