Morre, aos 75 anos, Beto Batera, músico referência em Maringá

Morreu ontem, às 0h40, no Hospital Santa Rita, em Maringá, o músico José Roberto Martins, conhecido como Beto Batera, uma referência na música local. Natural de Santos, Beto foi professor de bateria por muitos anos no Instituto da Música de Maringá e formou centenas de músicos e professores da região.
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Segundo Luis Roberto, um dos filhos de Beto Batera, nos anos 1990 e 2000 ele atuou como músico fixo da Car Wash Choperia. “A Car Wash trazia músicos das mais diversas regiões do Brasil, e meu pai, que era o baterista fixo da casa, acompanhava todos esses músicos”, disse em entrevista exclusiva ao Portal GMC Online.
Beto também foi baterista da dupla João Mineiro & Marciano e dos cantores Jerry Adriani e Reginaldo Rossi. “Ele também integrou a famosa e lendária banda Polos Band, da região de Apucarana, que, nos anos 80, se não me falha a memória, foi conhecida como uma das bandas mais tecnológicas em equipamentos, segundo o relato do meu pai”, afirmou.
Em seu perfil no Instagram, o Instituto da Música lamentou o falecimento. “Beto era mais que um professor. Tornou-se um amigo, uma referência em música para tantos alunos. Você deixará saudades pelo seu exemplo e por tudo o que você conquistou durante tantos anos”, diz a publicação.
Nas redes sociais, centenas de pessoas manifestaram carinho e admiração por ele. O músico e produtor musical Paulinho Schoffen escreveu: “Valeu, mestre! Foi um privilégio conhecer você!”.
A Orquestra e o Coro Sacro Maringá também se manifestaram pelo Instagram. “Tivemos a honra de tê-lo como baterista e timpanista em nossa orquestra! Possuía um talento indescritível! Sorte daqueles que conviveram com Beto e tiveram a oportunidade de absorver seus preciosos ensinamentos!”.

O baterista e ex-aluno de Beto, Lui Puppin, também homenageou o professor em seu perfil. “Hoje a bateria está em silêncio. Não vai ter batidas nos tambores, somente a baqueta encostada no aro, como se tivesse terminado a música. Betão, obrigado por tudo! Se não fosse você, a bateria não existiria na minha vida!”, escreveu.
Segundo o filho, Luis Roberto, Beto era apaixonado pela música e por ensinar a música como transformadora de vidas. “Ele ajudou muitas pessoas e deixou um legado enorme na cidade. Não teve uma só pessoa que passou por mim durante todo o dia do velório que não me relatou uma história de inspiração, de fé, de encorajamento ou de amor e alegria”, disse.
Beto Batera vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos. De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi parada cardiorrespiratória em função de uma infecção no trato urinário. Ele deixa esposa, nove filhos e netos.
O velório e a cerimônia de despedida foram realizados nesta terça-feira, 20, no Cemitério Parque de Maringá.
