
No início do ano até este mês, Maringá registrou 24 mortes em acidentes de trânsito. Desse número, mais da metade foram motociclistas, 16 mortes, o que representa 66% do total. Normalmente, pelas estatísticas de anos anteriores, a situação se mantém.
Os motociclistas são as maiores vítimas nos acidentes de trânsito. Na maioria dos casos, por imprudência e porque os motociclistas são os mais expostos aos danos que podem ser causados nas batidas. A frota de motocicletas em Maringá representa 18% do total de veículos na cidade.
Uma ação de encerramento do Maio Amarelo, mês de prevenção aos acidentes de trânsito, foi realizada pela Secretaria de Mobilidade Urbana nesta terça-feira, 31, com foco nos motociclistas, principalmente sobre o uso correto do capacete.
De acordo com o gerente de educação para o trânsito, Rafael Martins, dos óbitos registrados, todos os motociclistas tiveram o capacete ejetado da cabeça na hora da colisão. “Tivemos um número elevado de óbitos. Há muitas pessoas que não utilizam o capacete de forma adequada. […] O motociclista que estiver em velocidade compatível com a segurança da via e usando o equipamento de forma adequada, a probabilidade de ele sobreviver é muito grande. Talvez o número de mortes seria bem menor e essas famílias não estariam sofrendo como estão”, afirma o gerente.
O Alisson Lima é motoboy, percorre o trânsito de Maringá todos os dias. Segundo ele, o maior problema que ele observa no dia a dia é a falta de sinalização por parte dos condutores. “No trânsito é complicado para a gente, nós temos que estar ligados em nós mesmos e nos outros. Aqui hoje orientaram para a gente andar devagar e ter mais atenção e cuidado. Na verdade, ter a condução defensiva e fica tudo certo […] Não adianta fazer loucura”, diz Lima.
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