Número de jovens empreendedores aumentou quase 20% em 13 anos


Por Carlos Emori
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Foto: Arquivo Pessoal

O Monitoramento de Empreendedorismo Global (GEM), de 2024, apontou que o Brasil possui aproximadamente 47 milhões de empreendedores e uma parcela importante deste número é ocupada por jovens, de 18 a 29 anos.

De acordo comum levantamento do Sebrae, de 2012 a 2025, o número de jovens de 18 a 29 anos que começaram a empreender aumentou de 4,1 milhões para 4,9 milhõe, um aumento de 19,5%. Entre os fatores que justificam o crescimento está o aumento no número dessa faixa etária que conclui uma graduação.

Aos 26 anos, André Higarashi, conta que começou a empreender logo que concluiu a faculdade de Fisioterapia, em Maringá. Ele lembra que tudo aconteceu de uma forma natural, com atendimentos particulares e que o levaram a ter um espaço próprio. “Assim que me graduei, meus primeiros pacientes foram meus professores e aos poucos eles iam me indicando para outras pessoas. Eu atendia em um depósito de um salão de beleza, só tinha uma maca e uma cadeira de praia, mas aos poucos fui criando minha cartela de clientes. Sempre gostei muito de fisiculturismo e percebi que poucos fisioterapeutas estavam atuando nesta área, então foi um nicho que encontrei e boa parte dos atendimentos da minha clínica são nesse ramo e comecei a frequentar campeonatos regionais. Em seguida escrevi um livro sobre a fisioterapia no fisiculturismo e isso me credenciou a poder palestrar em eventos nacionais e internacionais, como Arnold South América.”

Foto: Arquivo Pessoal

Frederico Bortoluzzi, atualmente com 27 anos, também começou a empreender cedo, aos 21 anos. A ideia surgiu ainda durante a faculdade, em Maringá. “Morava em uma república com alguns amigos e naquela época frequentávamos muitas festas e sempre tinham bebidas. Vi que era uma área que poderia ser explorada e montei uma fábrica de bebidas artesanais. Na minha família não tínhamos o histórico de empreender, meus pais sempre me recomendaram trabalhar para alguém ou fazer um concurso público para ter estabilidade, então o início foi o período mais difícil porque não tinha a experiência e o conhecimento, então até conseguir uma clientela e conhecer as pessoas do ramo leva um tempo e até isso acontecer o faturamento é baixo, mas sei que no futuro isso vai me ajudar porque adquiri muitos conhecimentos e experiências daquela época”.

A margem para novos empreendedores ainda é grande. De acordo com a pesquisa de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de jovens sem ocupação ainda é de 13,8%.

Foto: Arquivo Pessoal

André Higarashi relembra as dificuldades do início, mas ressalta as vantagens de ter começado a empreender tão novo. “No começo foi difícil porque sou oriental, então aparentava ser ainda mais novo no que já era, então algumas pessoas achavam que eu não passava muita credibilidade ou que não tinha tanto conhecimento, mas persisti e fui provando que sabia o que estava fazendo. Sempre tive os pés no chão e consegui crescer aos poucos, hoje tenho uma clínica estruturada. O meu projeto é trabalhar muito enquanto sou jovem para que no futuro, quando tiver uma família formada, possa diminuir um pouco o ritmo apra aproveitar minha esposa e meus filhos”.

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