Onça-parda encontrada por moradores em casa em Maringá é devolvida à natureza; VEJA VÍDEO
A onça-parda encontrada dentro de uma residência na madrugada de terça-feira, 3, em Maringá, foi devolvida à natureza na tarde desta quinta-feira, 5. O local não foi divulgado. Imagens mostram o exato momento em que o felino é solto e corre mata adentro. Veja abaixo
Relembre o caso do resgate da onça-parda em Maringá
A onça-parda foi localizada por volta da 1h30, em um imóvel localizado no Jardim Monte Rei, nas proximidades do Contorno Norte, região próxima a áreas de mata, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, daPolícia Militar Ambiental e uma veterinária especializada.

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Segundo os moradores, eles perceberam a presença do felino nos fundos da casa após latidos do cachorro da família e acionaram as equipes de segurança. Ao chegarem ao local, os bombeiros confirmaram que a onça havia se refugiado em um dos cômodos da residência, o que exigiu uma operação cuidadosa para garantir a segurança dos moradores, das equipes e do próprio animal silvestre.
Diante da situação, foi solicitada a presença de uma médica veterinária da Universidade Unifil, de Londrina, que se deslocou até Maringá para prestar apoio técnico. A profissional realizou a sedação da onça-parda com medicação adequada, permitindo a captura segura do animal.

Após o resgate, a onça passou por avaliação clínica inicial, quando foram constatados sinais de desidratação. Em razão do estado de saúde, a veterinária responsável optou pelo encaminhamento do felino para a realização de exames complementares, com o objetivo de garantir sua plena recuperação antes da soltura.
De acordo com a médica-veterinária da Unifil, Daniele Martina, a onça-parda é uma fêmea, com aproximadamente um ano e meio de idade.
A soltura da onça parda foi a primeira devolução de animal à natureza realizada em 2026. De acordo com a médica-veterinária Daniele Martina, responsável pelo resgate, o local dificultou a captura direta do animal. “Qual seria o ideal? A gente colocá-la dentro da caixa e já levar para a soltura, mas infelizmente não foi possível por conta da situação”, explicou.
Ainda segundo Daniele Martina, foi necessário o uso de sedativos aplicados por dardo para garantir a segurança do animal e das equipes envolvidas. No local, foram coletadas amostras de sangue, já que o animal apresentava leve desidratação, antes do encaminhamento para atendimento especializado.
No hospital veterinário, a onça-parda, passou por exames como ultrassom, raio-x e análises laboratoriais. Todos os resultados estavam dentro dos parâmetros normais. O animal foi registrado, microchipado, alimentado e permaneceu em observação até estar apto para a soltura.
A escolha do local seguiu critérios técnicos. “Quando vai determinar um local, é preciso que seja dentro de corredores ecológicos, onde o animal já está acostumado”, destacou Daniele Martina, reforçando a importância de soltar o animal próximo à região de origem.
Veja o vídeo da veterinária Daniele Martina
A Polícia Ambiental, que acompanhou toda a ação, ressaltou que o sucesso da soltura depende do manejo correto. “Todo o trabalho de cautela durante a captura e o atendimento veterinário é fundamental para que o animal volte à natureza em boas condições”, informou a corporação.
Segundo a Polícia Ambiental, o local escolhido para a soltura é afastado da área urbana e conhecido pelas equipes por sua rica biodiversidade, o que garante melhores condições de adaptação e preservação da espécie.
