
Uma porquinha de apenas dois meses virou a nova sensação de Mandaguaçu, cidade da região de Maringá. Chamada de Pink, a leitoinha conquistou moradores e internautas por um motivo curioso: ela age como um cachorro, seguindo o tutor para todos os lados e demonstrando forte apego emocional. Em entrevista ao Portal GMC Online, o enfermeiro Wagner Muller contou como o animal chegou à sua vida e virou praticamente um “bebê” dentro de casa.
Quem é Pink, a porquinha que virou sensação em Mandaguaçu?
Pink chegou à vida de Wagner como presente de aniversário em maio. Apaixonado por animais desde criança, ele conta que sempre teve o sonho de criar um porquinho na mamadeira.
Segundo Wagner, o vínculo entre os dois foi imediato.
“Ela é igual um cachorro. Onde eu vou, ela vai atrás.”
O nome surgiu de forma espontânea durante uma ida a uma loja. Desde então, “Pink” pegou. A porquinha rapidamente virou atração entre vizinhos, clientes e moradores da cidade. Segundo Wagner, é comum as pessoas pedirem fotos quando ele sai com ela no colo.
Por que Pink chama tanta atenção?
O que mais impressiona é o comportamento. Apesar da fama de animais de produção, porcos estão entre os mamíferos mais inteligentes. No caso de Pink, Wagner percebe sinais claros dessa inteligência no dia a dia.
Ela reconhece:
- a voz do tutor
- o cheiro dele
- a rotina da casa
- até o local onde fica a mamadeira
Segundo Wagner, basta ele ir até a cozinha para Pink correr atrás, sabendo que a mamadeira está sendo preparada.
Pink toma mamadeira e exige cuidados de bebê
Com apenas dois meses, Pink ainda depende de alimentação assistida.
Atualmente:
- pesa 3,5 kg
- tem 2 meses de vida
- se alimenta principalmente de leite na mamadeira
Wagner relata que chega a acordar três ou quatro vezes por noite para alimentá-la.
“É um bebê.”
Ele também dá banho, seca a porquinha e acompanha toda a rotina de perto.
Quanto Pink pode crescer?
Essa é uma das maiores curiosidades de quem conhece a porquinha. Segundo Wagner, a mãe de Pink pesa entre 180 e 200 quilos. Isso significa que, quando adulta, Pink pode atingir um porte muito maior do que o atual. Por causa disso, Wagner já pensa no futuro. Quando ela crescer, a ideia é levá-la para a propriedade rural da família em Mandaguaçu, onde há mais espaço.
A relação entre Wagner e Pink é de apego extremo
O apego da porquinha ao tutor é tão intenso que, segundo Wagner, ela não gosta de ficar longe dele. Se ele sai de perto, Pink começa a gritar. Até mesmo quando está dormindo, a porquinha demonstra forte vínculo.
Em um episódio relatado por Wagner, após ele sair rapidamente para jogar o lixo fora, Pink subiu no colchão e foi dormir em cima do travesseiro dele.
“Ela sabe o meu cheiro.”
Wagner sempre teve uma conexão especial com animais
Pink não foi o primeiro animal diferente criado por Wagner.
Além de cachorros, ele já cuidou de:
- carneiros
- ovelha
- cavalo
- pavões
- gansos
- marrecos
- galinhas japonesas
- vaca
Ele relembra com carinho da ovelha Cecília, que também foi criada na mamadeira e andava de carro como um cachorro.
Wagner afirma que seu maior sonho sempre foi trabalhar cercado de animais.
“Se eu pudesse montar um zoológico e trabalhar dentro dele, esse seria meu sonho.”
Pink já mudou a rotina de Wagner
A chegada da porquinha alterou completamente o cotidiano do enfermeiro. Como trabalha em home care e também frequenta a propriedade rural da família, Wagner consegue conciliar a rotina profissional com os cuidados da Pink.
Mesmo assim, admite que o vínculo emocional o preocupa para o futuro. Quando Pink crescer e precisar viver no sítio, a adaptação poderá ser difícil, tanto para ela quanto para ele.
“Ela vai ficar bem. Eu que vou sentir.”
Existe mini porco? Wagner já pensa no próximo pet
Pensando no futuro, Wagner já considera adquirir um mini porco, também chamado de mini pig. Segundo ele, já pesquisou valores. Um exemplar pode custar cerca de R$ 3 mil, de acordo com a cotação que recebeu. A ideia seria manter um porquinho menor em casa quando Pink já estiver grande demais para viver no ambiente atual.
Porcos podem ser pets?
Sim. Porcos podem ser criados como animais de estimação, desde que haja:
- espaço adequado
- alimentação correta
- acompanhamento veterinário
- manejo apropriado
Entretanto, porcos convencionais crescem bastante, o que exige planejamento.
Porcos são inteligentes?
Sim. Estudos indicam que porcos possuem:
- alta capacidade cognitiva
- boa memória
- reconhecimento social
- facilidade para aprender rotinas
Isso ajuda a explicar comportamentos como os observados em Pink.