‘Ozempic brasileiro’ ainda é difícil de encontrar nas farmácias de Maringá


Por Brenda Caramaschi
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Ozivy é a primeira de semaglutida nacional, fabricada após quebra de patente do Ozempic / Foto: EMS/Reprodução 

A comercialização da primeira de semaglutida nacional, Ozivy, que ficou conhecida como “Ozempic brasileiro”, começou oficialmente nesta segunda-feira, 15 de junho. O medicamento de uso semanal à base de semaglutida é voltado ao tratamento do diabetes tipo 2 e a empresa fabricante, o laboratório brasileiro EMS, anunciou um programa especial com adesão por R$287 mensais.

O remédio surge após a queda da patente do Ozempic, mas diferente da fórmula original, que é um medicamento biológico, a semaglutida nacional é fabricada a partir de síntese química. A ‘caneta emagrecedora’ chega ao mercado com um preço bem mais barato do que as concorrentes. O tratamento mensal com as canetas de Ozivy custará a partir de R$ 452, mas a EMS anunciou uma condição especial a quem se inscrever em seu programa de adesão por três meses: por meio dele o paciente conseguirá adquirir o tratamento por R$ 287 mensais. A partir do quarto mês, o valor ficará em R$ 498 para a de 1 mg . 

Segundo a EMS, o produto, aprovado pela Anvisa, estará disponível nas principais redes de drogarias do Brasil, porém, em Maringá, a novidade ainda não é encontrada com tanta facilidade. A reportagem entrou em contato com cinco redes de farmácias da cidade em busca do medicamento, mas nenhuma delas tinha recebido a caneta nacional ainda. A previsão de recebimento, segundo as respostas obtidas, varia de uma semana a quinze dias, pelo menos. 

É esperado pela farmacêutica que sejam produzidas 40 milhões de canetas por ano. O medicamento nacional apresenta um funcionamento semelhante ao do Ozempic, que simula a ação do hormônio GLP-1 no corpo. A caneta atua em três frentes: estimulando a produção de insulina, reduzindo a velocidade com a qual a comida é digerida e diminuindo o apetite. 

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