Parque do Ingá e gestão de resíduos lideram agenda de sustentabilidade em Maringá


Por Brenda Caramaschi
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Retomada das trilhas guiadas no Parque do Ingá ajuda a disseminar informações sobre a biodiversidade local. / Foto: PMM

As ações para revitalização do Parque do Ingá, a educação ambiental e os novos projetos para transformar a gestão de resíduos sólidos em Maringá foram alguns dos temas abordados pelo secretário do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Behrend, durante entrevista concedida ao podcast da Arena Sustentável 2026. O evento reuniu empresas, universidades, escolas, instituições e órgãos públicos para apresentar iniciativas ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e estimular a participação da comunidade em ações voltadas à preservação ambiental e à melhoria da qualidade de vida.

Durante a entrevista, Behrend destacou que a Arena Sustentável se consolidou como um espaço de integração entre diferentes setores da sociedade. “É um momento em que conseguimos reunir sociedade civil, empresas e instituições para mostrar a sustentabilidade sob diversos aspectos. Essa troca de experiências é muito importante para fortalecer a cultura da sustentabilidade na cidade”, afirmou.

Revitalização da área da locomotiva do Parque do Ingá tem atraído mais visitantes para dentro do espaço ambiental. / Foto: PMM

O secretário também ressaltou os avanços promovidos no Parque do Ingá, considerado um dos principais cartões-postais de Maringá e uma das prioridades da atual gestão municipal. Segundo ele, uma das metas é transformar o parque em um espaço cada vez mais voltado à educação ambiental e à convivência da população com a natureza. Uma das ações implementadas foi a retomada das trilhas guiadas, realizadas de terça a sexta-feira nos períodos da manhã e da tarde. As visitas são conduzidas por profissionais que apresentam informações sobre a biodiversidade local, o plano de manejo da unidade de conservação e as espécies presentes no parque.

Além disso, a administração municipal investiu em melhorias de acessibilidade, reforço da sinalização, comunicação visual e valorização de espaços históricos e de convivência. Um dos destaques foi a revitalização da área da locomotiva, transformada em um novo espaço de lazer para famílias e visitantes. “Percebemos que muitas pessoas utilizavam apenas o entorno do parque. Nosso objetivo é fazer com que elas se apropriem cada vez mais desse patrimônio ambiental da cidade”, explicou o secretário.

Além das ações voltadas à conservação e ao uso público dos espaços naturais, o secretário destacou que a gestão de resíduos sólidos é hoje um dos principais desafios ambientais do município. Nesse contexto, a prefeitura tem desenvolvido projetos para estimular mudanças de comportamento e ampliar a conscientização da população. Um dos exemplos é o programa Servidor Sustentável, implantado inicialmente dentro da administração municipal. A iniciativa reduziu em cerca de 50% a geração de resíduos no Paço Municipal em poucos meses, por meio da reorganização dos sistemas de descarte e da adoção de novos hábitos pelos servidores. Outra ação é a Rota da Conscientização, que leva estudantes da rede municipal ao aterro sanitário para que conheçam de perto o destino dos resíduos produzidos na cidade. “Acreditamos que as crianças são importantes agentes de transformação. Muitas vezes elas conseguem levar esse aprendizado para dentro de casa e influenciar o comportamento das famílias”, afirmou.

Paralelamente, o município trabalha na busca por novas tecnologias para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Um chamamento público realizado pela prefeitura recebeu 16 propostas de empresas interessadas em apresentar soluções capazes de reduzir a dependência dos aterros sanitários. A ideia é implantar sistemas baseados nos princípios da economia circular, transformando resíduos em matéria-prima para novos processos produtivos. “Queremos que aquilo que hoje é considerado lixo passe a ser visto como recurso”, explicou Behrend. De acordo com o secretário, a expectativa é que as primeiras contratações ocorram ainda em 2026, permitindo que Maringá avance para um modelo mais sustentável de gestão de resíduos. Grande parte das tecnologias analisadas é desenvolvida por empresas brasileiras, fator considerado positivo pela administração municipal.

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