Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

25 de março de 2026

Polícia investiga fraude que garantiu vaga a estudante em Medicina na UEM


Por Thiago Danezi Publicado 25/03/2026 às 12h20
Ouvir: 00:00
image
Foto: Reprodução | UEM

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 25, sete mandados de busca e apreensão durante uma operação que investiga um grupo suspeito de fraudar a Prova Paraná Mais 2025. As ações ocorreram nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

A investigação teve início após o Secretario de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), Roni Miranda Vieira, identificar indícios de irregularidades na avaliação “Prova Paraná Mais 2025”. O exame é utilizado como critério classificatório para ingresso em instituições públicas de ensino superior por meio do programa Aprova Paraná Universidades.

Conforme apurado, sete alunos teriam sido aprovados de forma irregular em cursos de alta concorrência. Entre os investigados, cinco ingressaram em Medicina em universidades estaduais, como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

As investigações apontam que o esquema envolveu estudantes de uma escola estadual de Tapejara. A fiscal responsável pela aplicação da prova também é alvo da operação, suspeita de facilitar ou se omitir durante o exame.

Seed aponta indícios de fraude

Em nota enviada ao GMC Online, a Secretaria de Estado da Educação informou que a suspeita surgiu após a análise dos resultados da prova. Segundo o órgão, uma mesma turma apresentou desempenho fora do padrão, com mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas rendimento abaixo da média na redação.

Ainda de acordo com a Seed, os resultados não eram compatíveis com o histórico escolar dos estudantes. Diante dos indícios, a secretaria solicitou à Polícia Civil a abertura de investigação. Durante as apurações, foi constatado que dois candidatos teriam utilizado celulares de forma oculta nos dois dias de prova para pesquisar respostas, repassando o conteúdo aos demais envolvidos por meio de anotações.

A Seed destacou que o caso é tratado como isolado e afirmou que situações que contrariem as regras serão alvo de medidas administrativas e legais. A pasta também reforçou o compromisso com a transparência e a lisura do programa Aprova Paraná Universidades.

Posicionamento da UEM

O GMC Online também entrou em contato com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), que informou instituição reafirma que o ‘Aprova Paraná Universidades’ é um sistema de ingresso ao ensino superior voltado aos alunos da rede estadual, sendo realizado pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed).

Sobre os recentes acontecimentos, a UEM esclarece que a diligência realizada pela Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) nas dependências desta instituição contou com o devido acompanhamento institucional.

A UEM colabora integralmente com a Seed — responsável pela organização do processo seletivo em questão — e com as demais autoridades para garantir a celeridade das investigações.

A instituição adotará as medidas administrativas e legais pertinentes ao caso conforme o avanço do processo, permanecendo à disposição para esclarecimentos dentro de sua competência.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação