
Janeiro é tradicionalmente um dos meses mais pesados para o orçamento das famílias. Além do pagamento de contas como IPTU e IPVA, muitos pais já começam a se preparar para o volta às aulas, previsto para fevereiro. Com isso, o movimento nas papelarias aumenta e a lista de materiais escolares pode pesar no bolso.
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Em Maringá, o Procon divulgou uma pesquisa de preços que aponta variações expressivas em itens básicos da lista escolar, reforçando a importância de pesquisar antes de comprar. O levantamento revelou diferenças que chegam a mais de 2.000% entre estabelecimentos.
A maior variação percentual foi registrada na régua plástica de 30 centímetros, com diferença de 2.247%. O item foi encontrado por preços que variam de R$ 0,17 a R$ 3,99. Outro produto com grande disparidade foi a borracha branca pequena, com variação de 1.223,5%, além do estojo simples, que apresentou diferença de 844,20% entre os locais pesquisados.
Quando a análise considera a marca dos produtos, o destaque foi o fichário universitário A4 com quatro argolas, que teve variação de 418,20%, sendo encontrado por valores entre R$ 12,14 e R$ 62,91. Itens de marcas conhecidas, como lápis de cor, canetinhas e cadernos, também apresentaram diferenças significativas de preços.
Entre os exemplos, o lápis preto foi encontrado por valores entre R$ 1,17 e R$ 4,90. Já a caixa de lápis de cor variou de R$ 33,08 a R$ 106, enquanto o caderno pequeno de 48 folhas, capa dura, teve preços entre R$ 1,49 e R$ 13,40.
O Procon reforça que as escolas não podem exigir marcas específicas nem indicar lojas para a compra de materiais de uso individual. A escolha é sempre do consumidor. Outro ponto destacado é que o material escolar não precisa ser adquirido todo de uma vez, podendo ser comprado conforme a necessidade ao longo do ano letivo.
A coordenadora do Procon Paraná, Cláudia Silvano, também alerta que as escolas não podem cobrar taxas extras nem exigir materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza, papel higiênico, papel toalha ou copos descartáveis, que são de responsabilidade da instituição de ensino.
O levantamento do Procon de Maringá analisou 94 produtos em 10 estabelecimentos comerciais, com coleta de preços realizada entre os dias 6 e 13 de janeiro. A lista completa, com valores, marcas e identificação das lojas pesquisadas, está disponível no site do Procon de Maringá.