
Um grupo de professores e educadores do magistério paralisaram as atividades nesta quinta-feira, 29, e estão reunidos em frente à Prefeitura de Maringá.
A reivindicação da categoria é o pagamento do piso do magistério. De acordo com o Sismmar, sindicato que representa a categoria, há defasagem no salário dos professores e educadores infantis. No primeiro trimestre do ano, a Prefeitura de Maringá reajustou o salário dos servidores em 10,6%. O sindicato diz que com isso houve aproximação ao piso nacional, mas ainda há uma defasagem de 9,22% para os professores e 61% para os educadores.
A categoria realizou uma assembleia nesta quarta-feira, 28, e decidiu que a paralisação seria apenas por um dia, explica a presidente do Sismmar, Priscila Guedes.
“Na noite de ontem, na assembleia, nós tínhamos [decidido] por iniciar hoje uma greve indeterminada. Mas os trabalhadores entenderam que nesse momento iríamos dar só um alerta. Então o dia de hoje é uma paralisação, para negociação hoje”, afirma.
A discussão para o pagamento do piso salarial se estende por meses em Maringá. Os profissionais da educação, que são quase 4 mil, segundo o sindicato, pedem o pagamento do percentual de reajuste de 33% definido pela União em portaria. No entanto, a Justiça reconheceu em uma ação impetrada pela prefeitura que a portaria não é suficiente para garantir o pagamento do piso do magistério. A prefeitura alega também que poderia ultrapassar o limite prudencial de gastos do município.
A Jocelene Esposito é educadora infantil e diz que a defasagem salarial está em mais de mil reais.
“Nosso salário está defasado em R$ 1.068,00. Esse dinheiro veio já com aumento de 10%, mas ele alega que se pagar, vai estar comprometendo as contas. Esse não é um problema nosso, é um problema dele que tem que cuidar das contas”, opina a educadora.
A Secretaria Municipal de Educação garante que as escolas e Cmeis estão abertas e recebendo todos os alunos nesta quinta-feira, 29, diz a secretária Tânia Periotto.
“As escolas e CMEIs estarão funcionando normalmente, teve uma minoria que paralisou, mas já realocamos as equipes”, diz a secretária.
Apesar disso, ouvintes entraram em contato dizendo o contrário e relatando que não enviaram os filhos para a escola porque haveria menos servidores para cuidar das crianças por causa da paralisação. Referente a essa alegação, a prefeitura disse que “todos os Cmeis estão abertos e todos os alunos estão sendo atendidos.”
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