Jocelino de Matos, morador de Maringá, relatava ter sido abduzido por seres extraterrestres no Jardim Alvorada, aos 17 anos, no dia 13 de abril de 1976. Décadas depois, após diversas sessões de hipnose, ele lançou o livro “A incrível história de abdução em Maringá”, em parceria com o psicólogo Alfredo Welker Sobrinho.
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Lançada em 2020, a obra revela detalhes da experiência de abdução de Jocelino, que garantia ter forte elo com o planeta por ele chamado de Thartum. O eletricista industrial e terapeuta energético faleceu um ano após a publicação do livro, no dia 13 de agosto de 2021, em decorrência de complicações causadas pela covid-19.
Em entrevista ao GMC Online, Welker contou detalhes de como conheceu Matos, como funcionavam as sessões de hipnose e por que, mesmo muito cético, decidiu estudar a fundo o que seu novo amigo tinha para contar.
“A incrível história de abdução em Maringá”
Em meados de 2019, a história de Jocelino chegou aos ouvidos de Welker, que logo se interessou pelos relatos extraterrestres. O psicólogo lembra que o maringaense tinha receio de se conectar com outras pessoas, por ter sido taxado de louco durante muito anos.
“O dia que ele aceitou me receber, na primeira vez que a gente se encontrou, a gente já se tornou muito amigo. Até então eu não acreditava muito na história”, lembra.
O ceticismo se transformou em crença quando Jocelino comentou com o psicólogo sobre o livro “UFO Abduction at Maringá: The Agripo Experiment”, lançado em 1988, nos Estados Unidos, e que descrevia a história de abdução do maringaense, mas sem a participação dele na escrita da obra.
De autoria do ufólogo estadunidense Wendelle C. Stevens, um ex-coronel aposentado da Força Aérea Norte-Americana, com base nas informações do ufólogo maringaense Ademar José Gevaerd, o livro conta a história detalhada do que Jocelino dizia ter ocorrido com ele em sua juventude.
A obra conta o episódio em que dois irmãos teriam sido abduzidos em Maringá e acordaram horas depois, sem se recordarem dos detalhes do acontecimento. Anos mais tarde, o médico naturalista Osvaldo Alves, fundador da Comunidade Social Cristã Beneficente, realizou sessões de regressão hipnótica com os irmãos, as quais haviam sido gravadas. Na hipnose, os jovens descreveram que foram conduzidos a uma nave extraterrestre.
Com o livro em mãos, Welker diz ter atestado a veracidade da história de Matos e apresentou a obra ao amigo, que ficou impressionado com os detalhes que não tinha conhecimento. 40 anos depois, o maringaense abduzido voltaria a realizar terapias com hipnose.
“Foi então que eu comecei a fazer sessões de hipnose com o seu Jocelino, e ele começou a lembrar tudo. Eu fui reescrevendo o livro, e colocando todas as informações que o seu Jocelino vinha trazendo. Levou dois anos pra fazer esse trabalho, e lançamos o livro”, conta Alfredo Welker.
Acesso ao inconsciente
As sessões de hipnose, especialidade do psicólogo, foram fundamentais para que Matos pudesse fazer uma regressão e conseguir detalhar o que aconteceu nos momentos de abdução. De acordo com Welker, o paciente só se lembra dos fatos no estado de transe, e por isso as gravações e transcrições foram tão importantes no processo.
A abordagem utilizada pelo psicólogo foi a hipnose ericksoniana, criada pelo psiquiatra estadunidense Milton Erickson. Trata-se de uma terapia naturalista, personalizada e indireta que utiliza o diálogo e a experiência do paciente para acessar o inconsciente. A técnica é usada para tratar fobias, traumas, depressão, ansiedade, dores psicossomáticas e para auxiliar na recuperação de memórias e mudanças de comportamento.
“Ela serve para você lembrar fatos que estão só no inconsciente. Em resumo, na hipnose ericksoniana, a gente distrai o consciente, e enquanto isso trabalha o inconsciente de uma forma amigável, para estar relembrando fatos que já passaram”, explica Welker.
“O paciente entra em transe, caem as barreiras de medo, os bloqueios, e a pessoa consegue manifestar aquilo que é mais verdadeiro e que existe dentro dela. Por que o cérebro bloqueia e não traz as informações relacionadas à hipnose? Porque, às vezes, a pessoa não está preparada para aquela informação. Ela vai descrevendo as memórias durante o período que ela está em transe”, continua.
As sessões de hipnose resultaram em mais de 30 horas de gravações e transcrições que ultrapassaram 200 páginas, reunidas no livro brasileiro lançado em 2020. “Cada vez que mexia, apareciam algumas curiosidades. Em cima dessas curiosidades, dessas questões que apareciam, a gente ia aprofundando os assuntos”, explica o psicólogo.
“O seu Jocelino era uma pessoa simples, que tinha até quarta série, mas ele entendia de projetos de manutenção, por exemplo, dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil. Ele era chamado para instalar aquelas caixas 24 horas. Ele olhava todos os esquemas elétricos, conseguia montar inteirinho o funcionamento das caixas. Então, ele tinha uma mente fantástica, que provavelmente foi desenvolvida ou liberada durante o processo de abdução. O processo de hipnose faz com que essas habilidades, que esses conhecimentos venham à tona. Quando eu mostrava os vídeos dele, ele ficava fascinado. Porque ele usava palavras que praticamente nem existem no vocabulário dele. Por exemplo, ‘força antigravitacional’, ‘reversa’, esse tipo, sabe?”.
Maringaense foi abduzido por nave e fez sexo com extraterrestre
Em entrevista ao GMC Online em 2020, Jocelino de Matos detalhou sua história de abdução por uma nave extraterrestre, rumo ao planeta Thartum.
Segundo o relato, ele foi vítima de vários experimentos dentro da nave, que contava com laboratórios, salas de exame médico e várias imagens da Terra. Em um dos experimentos, Jocelino afirma ter feito sexo com uma alienígena chamada Dra. Zenta. Dessa relação, teria nascido uma filha, que mora no planeta de Thartum.
“Telepaticamente, eles me disseram que vinham em paz, que seu objetivo era estudar e entender a Terra. Falaram sobre a vida, sobre conflitos, guerras, de forma que eu realmente vi que eram seres de paz… amigos”, contou o maringaense.
De acordo com Jocelino, o povo de Thartum tem características humanas, mas com seis dedos nas mãos e maior estatura.
Leia a entrevista veiculada em 2020 na íntegra:
Quais lembranças conscientes você tem do dia em que foi abduzido?
— Minha mãe queria ir à uma missa na Catedral de Maringá e nós fomos a pé até a casa da minha irmã, para irmos todos juntos. Meu cunhado tinha acabado de comprar um Fusca, mas na hora de dar partida, o carro não pegou, apagou tudo. Depois de um tempo funcionou, mas como já eram 22h30, minha mãe desistiu de ir à missa. Meu cunhado ia levar ela, minhas duas irmãs e meu irmão do meio para casa. Como não cabia todo mundo no carro, eu e o Roberto, meu irmão caçula, de 13 anos, fomos a pé.
— Passamos pela Escola Municipal Ariovaldo Moreno, onde ali perto tinha um buraco de erosão de cerca de três metros de profundidade e um abacateiro logo ao lado. De repente, meu irmão olhou para cima e falou ‘tem uma estrela seguindo a gente’, e realmente tinha algo que parecia uma estrela piscando. Quando chegamos na esquina, fomos puxados para o rumo do abacateiro. Não sei como, mas atravessamos o buraco de erosão, parece que a gente flutuava, e chegando embaixo do abacateiro, a gente apagou – isso já era 23h30.
— Quando recuperamos os sentidos, já eram 4h30, e levantamos com uma fraqueza no corpo. Chegamos em casa às 5h e minha mãe e irmã estavam muito preocupadas. Enquanto contávamos que tínhamos visto a estrela, ela apareceu de novo, bem alta, e deu uma rajada, tipo um clarão, e nós caímos duros igual bonecos. Minha mãe começou a gritar, levou a gente para dentro de casa e fez massagem com álcool e cânfora, e fomos voltando ao normal. Fomos na delegacia por volta das 6h para relatar o que tinha acontecido e, no dia seguinte, apareceu um monte de repórter atrás de mim. Tive que sair de Maringá porque não aguentei a pressão, naquele tempo falar de extraterrestres era complicado. Morei quase três anos em Cianorte.
Como você soube que havia sido abduzido naquela noite?
— Depois de casado, voltei para Maringá com 21 anos e conheci um grupo chamado Petovini – que depois virou Sepove. O grupo fazia estudos sobre ufologia. Começamos a investigação em 1979 para saber o que tinha acontecido naquela noite. Gravamos 17 fitas de hipnose, cada uma de uma hora, em Mandaguari, na casa do Dr. Osvaldo Alves, que era médico e hipnoterapeuta. Por meio desse processo de hipnose, foi revelado que fui abduzido naquela noite. Hoje é fácil falar sobre extraterrestres, mas naquela época não era. Então, depois que foi feita a investigação e que foi considerado verídico, eu pedi retratação aos jornais que debocharam de mim. A minha experiência de abdução é considerada a mais bem documentada e investigada do Brasil.
O que você descobriu durante a hipnose?
— Descobri que fui pego e fui levado para uma nave, enquanto meu irmão continuou deitado no chão dormindo, debaixo do abacateiro. A nave era cheia de departamentos: sala de exames médicos, sala de comando, sala de máquinas e a sala de recepção, onde vi imagens da Terra em quadros – que hoje sei que na verdade eram TVs de led, porque a tecnologia deles era muito avançada. Eles sempre acompanharam nosso desenvolvimento e ainda acompanham. Dentro da nave, fiz uma bateria de exames e tive relação sexual com uma extraterrestre, uma cientista, a Dra. Zenta.
— Eles não são bichinhos cabeçudos que vemos nos vídeos. Eles têm características humanas, a única diferença é que têm seis dedos na mão. Se não fosse o dedo a mais, você passaria por eles e não saberia que são ETs. Eles também tinham estatura grande, 1,80m a 2 metros.
Como foi a relação sexual com a extraterrestre?
— Não foi aquele fogo, foi meio frio, mas foi na normalidade. Nós tivemos uma filha, uma menina, que hoje deve ter uns 44 anos e vive no planeta Thartum. O Dr. Osvaldo Alves, que era um estudioso do povo de Thartum, revelou que acompanhou essa criança até os três anos de idade dela. Ele disse que eu retornei para lá inconscientemente para visitar a menina, então pretendo fazer uma nova investigação futuramente para descobrir mais sobre isso. Pretendo fazer isso logo porque a curiosidade está matando o gato, estou na expectativa dessa nova fase do trabalho, que será feito com a ajuda do Alfredo.
Na sua opinião, qual foi o objetivo dessa abdução em Maringá?
— Eles queriam mostrar para nós, terráqueos, que eles são gente como a gente: comem, bebem, praticam sexo, podem dar à luz. E a intenção também era ter filhos, para nos mostrar que é possível existir outra raça que pode combinar com o nosso DNA, porque se não combinasse, não haveria procriação. Também quiseram mostrar que nos acompanham e que não estamos sozinhos, e para que daqui alguns anos eles possam descer no aeroporto e serem recebidos como nossos irmãos, e não como inimigos e invasores. E eu torço muito para que isso aconteça um dia. Hoje se tem mais conhecimento sobre OVNIs, então já existe uma preparação para que eles se apresentem e visitem a gente.
Na sua opinião, por que eles te escolheram para viver essa experiência de abdução?
— Quando eu era criança, vi objetos voadores mas não sabia o que era. Minha mãe foi abduzida com nove anos de idade e viveu diversas experiências semelhantes, então existe um histórico dentro da minha família. Inclusive, ela chegou a ir até o planeta Thartum e a investigação da abdução dela também está no livro.
O que essa experiência de abdução em Maringá trouxe para a sua vida?
— Na época, a abdução em Maringá me trouxe constrangimento porque era difícil falar sobre esse assunto, mas depois me trouxe um presente: houve um despertar da minha energização. Acredito que foi um presente deles, que ela foi liberada naquela hora. E por meio dessa energização, que é a cura por meio da energia, tratei de muitas pessoas e ainda trato. Comecei aos meus 30 anos e fiz diversos cursos de aperfeiçoamento. Hoje, atendo pessoas presencialmente e de forma online, de vários estados brasileiros e até de fora do País, como da Holanda e Alemanha. Sou curador Reiki, terapia que realinha os chacras, tira a energia negativa do corpo e, o corpo estando limpo e os meridianos funcionando, o corpo se auto cura. Atendo em um espaço aqui em Maringá e, futuramente, pretendo abrir minha clínica.
— Ou seja, a experiência de abdução só me trouxe coisas boas. Agradeço a oportunidade de ter tido esse privilégio de estar com eles, porque é raro um contato assim, e a Deus, por ser instrumento da divulgação de novos irmãos.