Saiba qual o destino da onça-parda resgatada dentro de casa em Maringá


Por AEN
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Foto: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT), por meio da parceria com o Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina, no Norte do Estado, instituição que abriga um dos Centros de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS), está recuperando uma jovem onça-parda (Puma concolor) que foi resgatada nesta terça-feira (3) após ter sido encontrada em uma casa em uma área urbana de Maringá, no Noroeste do Estado.

O felino foi avistado por uma moradora da residência nesta madrugada, que acionou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) para fazer o resgate. A puma, uma fêmea de aproximadamente um ano e meio de idade, foi capturada pela equipe sem ferimentos. Agora, o animal passará por uma bateria de exames para verificar se está em condições para retornar à natureza.

Puma concolor possui pelagem acastanhada em quase todo o corpo, à exceção da região ventral, que é mais clara. É um felino adaptável, capaz de viver em ambientes montanhosos, desertos ou florestas. O peso e o tamanho da espécie costumam variar dependendo da região. São animais carnívoros solitários e territorialistas, com hábitos noturnos, e que se alimentam principalmente de pequenos mamíferos e aves.

COMO FUNCIONA – Segundo a Instrução Normativa 06 de 2025, o Centro de Apoio à Fauna Silvestre é um local preparado para receber, identificar, marcar, triar, avaliar, e estabelecer tratamento veterinário para animais acolhidos por órgão ambiental em ações de fiscalização, resgates ou entrega voluntária por particulares.

A permanência dos animais depende do tempo necessário para sua recuperação. O destino pode ser a soltura no habitat natural ou, quando é um risco devolvê-los para a natureza, são encaminhados a empreendimentos licenciados pelo IAT, ou mantenedores individuais, igualmente habilitados pelo órgão ambiental.

Os atendimentos variam a cada caso, mas consistem na avaliação do animal e, se preciso, o tratamento de doenças, acompanhamento biológico, uso de medicações e curativos e procedimentos cirúrgicos – o que não é uma obrigação das CAFS, mas que podem ser realizados no local. Esse tipo de atenção ajuda a proteger a fauna silvestre e a prevenir o aumento de animais em risco de extinção.

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