Sexta-feira 13: histórias misteriosas que marcaram Maringá e assustam até hoje


Por Redação GMC Online

A sexta-feira 13 é uma data propícia para despertar curiosidade, medo e fascínio entre moradores de todas as localidades, inclusive em Maringá. Cercada por superstições e histórias assustadoras, a data é considerada por muitos como um período em que acontecimentos inexplicáveis e sobrenaturais estariam mais propensos a ocorrer.

Ao longo das décadas, a sexta-feira 13 foi associada a lendas urbanas, relatos de fenômenos estranhos e episódios que até hoje intrigam pesquisadores, moradores e curiosos. Algumas dessas histórias foram registradas em livros, outras viralizaram nas redes sociais, mas todas fazem parte do imaginário popular da cidade.

Nesta data marcada por mistério, relembramos três casos que se tornaram famosos em Maringá — de um vulto captado por câmera de segurança a um exorcismo histórico e a lenda de um bandido que teria poderes sobrenaturais.

Imagem modificada com IA

Vulto captado por câmera de segurança intriga moradores

Fantasma, inseto, folha ou apenas um reflexo? Essa foi a dúvida que tomou conta de uma família do Parque Avenida, em Maringá, após um vulto estranho aparecer nas imagens de uma câmera de segurança.

O caso ocorreu no início de fevereiro de 2022, pouco depois das 4h da manhã. O vídeo foi publicado nas redes sociais e rapidamente viralizou, dividindo opiniões entre céticos e pessoas que acreditam em fenômenos sobrenaturais.

Na época, o GMC Online conversou até com caçadores de fantasmas, que analisaram as imagens em busca de uma explicação para o fenômeno.

Exorcismo mais famoso da história de Maringá

Entre as histórias mais assustadoras da cidade, uma se destaca: o exorcismo ocorrido no bairro Guaiapó, em 1955. O caso foi registrado no livro “Maringá, Cidade Canção – Volta às raízes” e teria sido conduzido pelo padre Benno Wagner, um dos primeiros párocos da Igreja São José Operário.

Segundo o relato, a casa onde ocorreu o ritual era palco de tremores noturnos constantes. O padre teria descoberto que, naquele local, cinco irmãos italianos haviam assassinado o cunhado, criando uma atmosfera de medo e relatos de fenômenos inexplicáveis.

Veja alguns trechos do relato do padre:

“Era semelhante a um terremoto. A casa tremia. Objetos caíam no chão. Parecia um violento abalo sísmico. Todos os presentes, com os olhos esbugalhados, olhavam para mim, que estava no centro macabro. Seguiu um momento de silêncio pavoroso. De repente, uma velhinha, sentada numa cadeira no canto da sala, gritou histericamente: É agora, seu padre!”

“Perplexo, confesso que um estranho sentimento invadiu todo o meu ser. Prevenido porém, e avisado antes, com profunda fé no coração, acenei a meu sacristão que me alcançasse o meu Rituale do Exorcismo. Ele obedeceu. Estava porém tremendo e mal conseguia segurar a água benta. Foi então que pus em prática, o que tinha aprendido no meu curso de Teologia e Pastoral. Acredito que nunca rezei com tanta fé no coração. Sentia-me muito perto desse estranho fenômeno. Sei que o esconjurei em nome de Deus. Pedi paz para aquele povo e sossego para aquele lugar. Com a cruz na mão, arpergia a água benta, pedia a Deus a benção para o meu povo. E tudo aquietou”

“Quando ia dar o primeiro passo na sala da casa, escutei um barulho no sótão. Bem na minha frente, caiu de cima uma velha lima de afiar ferramentas. Com a parte apontada, ficou espetada no assoalho de peroba, mal um palmo diante dos meus pés. Por um nada atingiria minha cabeça”

Após o ritual, o silêncio teria tomado conta da casa, encerrando o que muitos consideraram um dos episódios mais assustadores da história da cidade.

O bandido que virava árvore: a lenda de Saruê

Outra história que atravessou décadas é a do lendário Saruê, um bandido que viveu na Vila Operária até os anos 1980. Apesar de criminoso, ele era protegido pelos moradores do bairro, pois roubava de pessoas ricas e ajudava os mais pobres.

A fama de Saruê cresceu por causa de sua habilidade em escapar da polícia. Segundo moradores, ele teria poderes sobrenaturais e conseguia se transformar em árvores, animais e objetos para fugir das autoridades.

A lenda só teria terminado no fim dos anos 1970, quando Saruê foi morto pela polícia. Sobre o personagem, o historiador João Laércio afirmou: “Ele foi uma espécie de Robin Hood da Vila Operária. Essa lenda é muito forte no bairro e contada até hoje”.

Imagem aérea da Vila Operária, na década de 1980. Foto: Acervo Maringá Histórica.
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