Sismmar busca conciliação para evitar as demissões no Samu de Maringá

A maioria dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maringá optou por cumprir o aviso prévio de 23 dias – outra opção é trabalhar 30 dias e sair duas horas antes da jornada para procurar um novo emprego. A informação é do advogado do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Bruno Schmidt.
Na tarde de sexta-feira, 9, dia que foi anunciada a extinção dos 50 cargos do Samu Maringá, o Sismmar teve uma reunião online com o Ministério Público do Trabalho. Participaram o advogado Schmidt, a presidente do sindicato, Iraídes Baptistoni, e um grupo de cerca de 20 servidores. O próximo passo deverá ser uma reunião com a Prefeitura.
Schmidt admite que “a situação é complexa”, mas acredita que seja possível uma conciliação. Sugere, por exemplo, o reaproveitamento do pessoal do Samu em outros cargos. “O pessoal é concursado, experiente e qualificado. E é evidente que faltam atendentes, enfermeiros, médicos e motoristas na estrutura de saúde do Município”.
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Um eventual embate judicial tende a protelar o caso. Pelo fato dos servidores serem concursados em regime celetista – e não estatutário -, permite a demissão, decorrente da extinção dos 50 cargos. Mas o advogado do sindicato faz um reparo: “O contrato do pessoal prevê a demissão no caso da extinção do Samu. Não especifica que se trata do Samu de Maringá. E o Samu continua existindo “.
O secretário-executivo do Proamusep – Consórcio Público Intermunicipal de Gestão da Amusep, Lucas Giovani Freitas, responsável pela gestão do Samu Regional, que nesta segunda-feira, 12, estava em Curitiba, tem garantido que os serviços não sofrerão nenhum tipo de problema. “Nos preparamos para essa situação, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde iria ocorrer”, disse.
