
A Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) se manifestou por meio de nota nesta terça-feira, 31, sobre os recorrentes casos de vandalismo e violência registrados em linhas de ônibus do transporte coletivo de Maringá. Segundo a concessionária, a situação é preocupante, especialmente nas linhas 415, 416 e 417, que atendem estudantes dos colégios Instituto de Educação e Basílio Itiberê.
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De acordo com a empresa, os episódios incluem depredação de patrimônio público, baderna, indisciplina, agressões físicas a passageiros e desrespeito às regras do passe livre estudantil. “Diante dessas situações, os motoristas têm formalizado boletins de ocorrência de maneira contínua, evidenciando a gravidade e a recorrência dos fatos”, diz um trecho da nota.
A TCCC informou ainda que já realizou diversas reuniões com autoridades e instituições, como o chefe do Poder Executivo Municipal, o Ministério Público, as diretorias das escolas envolvidas, a Procuradoria-Geral do Município (Proge), além das secretarias de Segurança Pública e de Mobilidade Urbana.
Leia um trecho do comunicado:
“A concessionária tem adotado todas as medidas ao seu alcance para, se não eliminar, ao menos mitigar os impactos desses episódios, que vêm causando prejuízos significativos à frota, transtorno aos usuários e desconforto aos colaboradores — muitos dos quais já têm manifestado resistência em operar nas referidas linhas.
Ressaltamos que a solução do problema exige atuação conjunta e contínua, considerando, inclusive, que se trata de menores de idade, sujeitos à proteção especial da legislação vigente.
A TCCC reafirma seu compromisso com a prestação de um serviço de transporte público seguro, digno e de qualidade, priorizando a integridade de seus usuários e colaboradores. Nesse sentido, conclama a sociedade a participar ativamente da construção de soluções legais e institucionais para o enfrentamento dessa situação”.
Sindicato diz que linhas podem ficar paralisadas
Em vídeo publicado nesta segunda-feira, 30, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar), Emerson Luis Viana Silva, afirmou que caso a TCCC e poder público não tomem providências, as linhas 415, 416 e 417 ficarão paralisadas.
“Fica aqui o alerta: estamos cientes e vigilantes em relação a essa situação. O trabalhador não vai sair de casa para correr risco de vida. É papel do Sinttromar, representante dos rodoviários de Maringá, zelar pela segurança da categoria”, afirmou.
Veja o vídeo na íntegra:
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná – SEED/PR e aguarda retorno.