Três alunos da UEM são alvos de operação por fraude em prova; um deles cursa Medicina

Uma operação da Polícia Civil do Paraná cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 25, sete mandados de busca e apreensão em investigação que apura um suposto esquema de fraude na prova “Prova Paraná Mais 2025”. As ações ocorreram nas cidades de Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.
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A investigação teve início após o secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda Vieira, identificar indícios de irregularidades no exame, que é utilizado como critério classificatório para ingresso no ensino superior público por meio do programa Aprova Paraná Universidades.
Esquema envolvia estudantes e fiscal de prova
Conforme apurado, ao menos sete alunos teriam sido aprovados de forma irregular em cursos de alta concorrência. Entre eles, cinco ingressaram em Medicina em universidades estaduais, como a Universidade Estadual de Londrina, a Universidade Estadual de Maringá e a Universidade Estadual de Ponta Grossa.
As investigações apontam que o grupo é formado por estudantes de uma escola estadual de Tapejara. A fiscal responsável pela aplicação da prova também é alvo da operação, suspeita de facilitar ou se omitir durante o exame. Durante as apurações, foi identificado que dois candidatos teriam utilizado celulares de forma oculta nos dois dias de prova para pesquisar respostas e repassá-las aos demais envolvidos por meio de anotações.
Além disso, o portal GMC Online apurou que três alunos alvos da operação estão diretamente ligados à Universidade Estadual de Maringá. Um deles é estudante do curso de Medicina, enquanto os outros dois têm os cursos mantidos sob sigilo.
UEM se manifesta e confirma colaboração
Em atualização enviada ao GMC Online, a Universidade Estadual de Maringá informou, por meio de nota, que o Aprova Paraná Universidades é um sistema de ingresso voltado a alunos da rede estadual e organizado pela Secretaria de Estado da Educação.
A instituição também confirmou que a diligência realizada pela Polícia Civil do Paraná em suas dependências ocorreu com acompanhamento institucional e destacou que está colaborando integralmente com as autoridades.
“A UEM colabora integralmente com a Seed — responsável pela organização do processo seletivo — e com as demais autoridades para garantir a celeridade das investigações”, diz trecho da nota. A universidade afirmou ainda que adotará as medidas administrativas e legais cabíveis conforme o andamento do caso e reforçou que permanece à disposição para esclarecimentos dentro de sua competência.
