
Maringá enfrentou um período epidemiológico da dengue diferente dos outros anos. Os casos de dengue começaram a aumentar depois do que normalmente seria, muito em função das condições climáticas.
O período epidemiológico no Paraná termina em julho e em agosto, inicia-se o próximo calendário.
O último Lira do período em Maringá, o Levantamento do Índice Médio de Infestação do Aedes aegypti, aponta risco baixo de infestação: 0,6%.
A apresentação do Lira foi nesta sexta-feira, 29, no auditório Hélio Moreira.
De acordo com o gerente de zoonoses, Eduardo Alcântara Ribeiro, a região noroeste da cidade foi onde a situação ficou mais crítica.
“A gente está publicando um resultado detalhado, a gente está com risco baixo de 0,6%, o que é bom pra gente, já que a gente vem de uma situação de epidemia. A gente sempre tem que estar acompanhando o número de casos e o índice predial de infestação de larvas, que são indicadores diferentes, mas essa análise conjunta permite a gente tomar nossas ações. É importante entender que nessa semana a gente está encerrando um ciclo, porque o calendário epidemiológico do Paraná termina agora no final de julho e, a partir da semana que vem, a gente começa um novo ciclo. Então, o boletim deve ter poucos casos e a gente começa a contabilizar os casos de dengue novamente, porque dessa forma a gente consegue ter uma ação mais precoce. O que distinguiu bastante esse período foi o período em que ocorreu o pico de casos. Historicamente, a dengue é cíclica, ela ocorre todo ano nos períodos mais quentes do ano. Geralmente em março que começa a ter mais casos, e dessa vez a gente teve em abri, maio, então tudo isso mostra que a questão climática está envolvida. Então a falta de chuva, alterações climáticas […] podem causar alteração no ciclo das doenças. A gente deve continuar cuidando dos quintais, porque a grande maioria dos focos está nos quintais e basta que retornem o calor e a chuva para que a gente tenha novamente mais mosquitos, mais casos de dengue. […] As áreas que foram mais acometidas durante o período da epidemia foram as regiões noroeste da cidade, mas que depois de um período se espalhou pro resto da cidade”, diz Eduardo.
Maringá decretou estado de epidemia de dengue e termina esse período epidemiológico com 6.566 casos confirmados de dengue dos 12.528 notificados. Foram oito mortes pela doença.
O secretário de Saúde, Clóvis Augusto Melo, reforça que o mosquito Aedes aegypti é perigoso por transmitir também outras doenças, Zika virus e Chikungunya.
“É preciso destacar […] que o combate a dengue é responsabilidade de cada cidadão dentro da sua própria casa, evitando os criadouros. […] A dengue pode se transformar em uma condição grave, que é a dengue hemorrágica, que pode levar a óbito. O que é mais triste de tudo isso é que é uma causa evitável. Se todo mundo fizer sua parte você não tem criadouro do mosquito, logo, você não tem a transmissão da doença. E também não podemos esquecer que o mosquito Aedes Aegypti não transmite só a dengue, ele pode transmitir também a Zika, que para mulheres grávidas é muito complicado, pode induzir a microcefalia no bebe, e também a Chikungunya, que é uma doença que pode evoluir para casos graves, levando também a óbito. Então o mosquito tem que ser combatido a todo o momento”, diz Clóvis.
Ouça a reportagem completa na CBN Maringá.