Universidades particulares registram queda nas mensalidades dos cursos presenciais


Por Carlos Emori
estudantes
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Maringá ocupa a 14ª colocação nacional no ranking de moradores com ensino superior, com 30,5% com diploma superior. No Paraná, o município ocupa a 2ª colocação, ficando atrás somente da Capital Curitiba, com 33,8%.

Os dados são do Censo Demográfico de 2022, divulgados no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente a cidade conta com aproximadamente 50 mil estudantes universitários. Destes, aproximadamente 16.500 são da Universidade Estadual de Maringá.

Ou seja, a maior parte estrão divididos entre as instituições particulares da cidade. Por muitos anos o preço da mensalidade foi um obstáculo para muitos estudantes.

Porém, nos últimos anos, o preço das mensalidades em universidades particulares de Maringá se manteve o mesmo ou em alguns casos até diminuiu.

É o caso da Unicesumar. Segundo a instituição, desde 2018 a universidade está registrando queda no preço da mensalidade de alguns cursos presencial. “Nos últimos oito anos tivemos uma média de 8% de redução nos valores e isso tem se refletido no número de alunos. Do ano passado para este ano aumentamos 6,62% no número de estudantes”, explica a diretora comercial Alessandra Baron.

Outra instituição de ensino particular de Maringá é a Unicive. Para o reitor do Centro Universitário, José Carlos Barbieri, um dos motivos da redução foi a concorrência com a Educação a Distância. “Embora os custos das instituições tenham aumentado (salários, tecnologia, infraestrutura, compliance e regulação), a capacidade de reajustar as mensalidades diminuiu significativamente. O excesso de oferta de vagas e a expansão do EAD são alguns dos motivos para esta queda. Nas últimas duas décadas houve uma expansão muito acelerada da oferta, especialmente no EAD.”

Para o presidente do Sindicato Estabelecimentos Particulares de Ensino Noroeste Paraná (Sinepe/NOPR), Djalma da Rocha Martins, o contexto de investimentos de grandes grupos educacionais e o cenário econômico do país e da população auxiliaram na queda de preços. “Essa é uma realidade observaga em todo o País e entre os principais fatores estão o aumento da oferta de vagas, expansão dos cursos em diferentes regiões e o crescimento da EAD, que intensificou a concorrência. Somado à isso, tivemos fusões e aquisições de grupos educacionais, intensificando o investimento privado na educação superior. Além disso, o mercado passou a ofertar descontos e bolsas de estudo, e com o índice de endividamento das famílias, o poder de compra diminuiu”.

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