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26 de janeiro de 2026

Uso de celular ao volante é a 2ª maior causa de acidentes em Maringá; veja números


Por Thiago Danezi, com Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 26/01/2026 às 18h45
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Foto: Rafael Macri | PMM

Radares de fiscalização eletrônica têm flagrado cada vez mais motoristas utilizando o celular ao volante em Maringá. Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), essa prática já é a segunda principal causa de acidentes de trânsito na cidade, ficando atrás apenas do excesso de velocidade.

Para enfrentar o problema, a Semob lançou a Operação Cruzamento, que atua de forma permanente em cinco cruzamentos com os maiores índices de acidentes. A ação reúne presença ostensiva de agentes de trânsito, orientação aos condutores e fiscalização intensificada. De acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, o foco é reduzir infrações e preservar vidas.

“O excesso de velocidade é disparado a principal causa dos acidentes em Maringá, mas o uso do celular ao volante aparece logo em seguida como um fator de risco extremamente preocupante”, destacou o secretário.

Dados da fiscalização mostram situações alarmantes. Em 2024, por exemplo, um veículo foi flagrado trafegando a 130 km/h na Avenida Sophia Rasgulaeff. No mesmo período, foram registradas mais de 72 mil infrações relacionadas ao avanço de sinal vermelho, desrespeito à faixa de pedestres e à faixa de retenção.

Segundo Brito, os levantamentos são feitos a partir da Plataforma Vida, que consolida dados estatísticos sobre acidentes, mortes, denúncias e infrações registradas pelos radares. A partir desse mapeamento, a secretaria identifica os cruzamentos e vias urbanas com maior incidência de sinistros, que passam a receber atenção especial das equipes.

A maior concentração de acidentes ocorre no período vespertino, especialmente entre 17h e 19h30, horário de pico do tráfego urbano, quando motoristas retornam do trabalho ou se deslocam para outras atividades. Nesses momentos, a imprudência, aliada ao uso do celular, se torna ainda mais perigosa.

“O comportamento de dirigir olhando para o celular é semelhante ao de dirigir embriagado. O condutor perde completamente a noção espacial e o risco de atropelamentos e colisões aumenta significativamente”, alertou o secretário.

A Semob informou ainda que os radares conseguem registrar imagens que auxiliam na constatação do uso do celular, principalmente em investigações de acidentes com feridos graves ou vítimas fatais. Em 2025, Maringá registrou uma redução de 13% no número de mortes no trânsito e 36% nos ferimentos graves.

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