Vídeo: Motorista que atropelou e matou motoboy em Maringá tem futuro definido após conclusão de inquérito
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira, 25, o inquérito que apura o acidente que resultou na morte do motoboy Alex Batista Pereira, de 31 anos, em Maringá. O motorista envolvido no caso, Marcio Fantin Marcelino, de 46 anos, permanece preso e será indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e disparo de arma de fogo.
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As informações foram repassadas ao Portal GMC Online pelo delegado Francisco Caricati, responsável pela investigação. Conforme apurado, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar as provas e decidir sobre eventual denúncia criminal.
O caso ganhou grande repercussão após o acidente registrado na noite de sábado, 16, no cruzamento das ruas Martim Afonso e Felipe Camarão, em Maringá. Alex trabalhava como motoboy no momento da colisão e realizava uma entrega de pizza quando foi atingido pela caminhonete conduzida por Marcio.
Mesmo com o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Alex não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A vítima teve o pescoço quebrado, conforme relato emocionado do pai, José Pereira.
Após a colisão, o caso se tornou ainda mais grave. Vídeos registrados por testemunhas mostram o motorista efetuando disparos de arma de fogo contra motociclistas e equipes de imprensa que acompanhavam a ocorrência. Em uma das gravações, um motoboy, colega da vítima, aparece dentro da garagem da residência do investigado quebrando o vidro da caminhonete envolvida no acidente.

No local, três equipes de reportagem faziam a cobertura do caso, e um dos disparos chegou a atingir um veículo de imprensa. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Segundo a Polícia Civil, todas as pessoas presentes na ocorrência foram ouvidas durante a investigação. Os depoimentos colhidos pelo delegado Francisco Caricati ajudaram na conclusão do inquérito policial.
A defesa de Marcio Fantin Marcelino sustenta que ele não fugiu do local do acidente, alegando que deixou a cena após o início de uma confusão. Os advogados também negam que ele estivesse embriagado e afirmam que os disparos ocorreram em legítima defesa. Ainda conforme a polícia, o motorista possui registro da arma utilizada no episódio.
Alex Batista Pereira era pastor da Igreja Pentecostal Deus é Amor, em Regente Feijó, no interior de São Paulo. Nas redes sociais, a igreja prestou homenagem à vítima, destacando a dedicação dele ao trabalho religioso e afirmando que ele “estava sempre disponível para o Reino”. O corpo do motoboy foi velado e sepultado em Regente Feijó, na segunda-feira, 18.
O Portal GMC Online não localizou a defesa de Marcio Fantin Marcelino até a publicação desta reportagem.

