Vídeos com IA fazem sucesso ao recriar o passado de Maringá e simular cenários apocalípticos; assista


Por Brenda Caramaschi
WhatsApp Image 2026-01-19 at 15.52.52 (1)
Curiosidade e nostalgia se combinam e ajudam a tornar virais os vídeos feitos com IA mostrando a Maringá do passado, como a construção da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória. / Foto: reprodução @Maringá_IA

Vídeos que mostram a Catedral de Maringá sendo construída, a primeira prefeitura e outros marcos históricos da cidade ganharam nova vida nas redes sociais graças ao uso de inteligência artificial. Em vez de uma abordagem tradicional ou acadêmica, as cenas simulam registros feitos por pessoas comuns da época, mas como se os moradores estivessem filmando o próprio cotidiano, ao estilo do que fazem hoje os criadores de conteúdo.

A proposta é do criador de conteúdo Josemar Graboski, de 35 anos, que atua há 15 anos como azulejista e instalador de pedras decorativas e começou a página Maringa_IA no instagram como um hobby. “Eu comecei a página com o intuito de mostrar Maringá antigamente, mas por uma vista diferente. Não como um historiador ou alguém trazendo a informação no formato de jornalismo tradicional. A ideia era mostrar como se fossem pessoas da época filmando”, explica.

Um dos vídeos que mais chamou atenção mostra a antiga Catedral como se estivesse sendo apresentada por um “youtuber” dos anos 1950, falando diretamente para a câmera. A proposta, segundo o criador, é aproximar o público da história de forma leve e acessível, despertando curiosidade e nostalgia.

Graboski destaca que o objetivo da página não é apenas informar, mas mostrar que a tecnologia pode ser usada de forma positiva para preservar e difundir a história local. “Hoje muita gente associa tecnologia a golpes e coisas que não agregam em nada. Eu quis mostrar que ela também pode servir para cultura, para contar a nossa história”. O projeto começou há cerca de dois meses, quando ele encontrou uma foto antiga da Catedral em preto e branco e decidiu restaurá-la digitalmente. A partir daí, imaginou como seria aquele cenário em cores e em movimento, como se um operário estivesse registrando o momento para mostrar à família. O vídeo da Catedral acabou viralizando e impulsionou a página.

Para produzi-lo,  Graboski pesquisou imagens históricas disponíveis na internet e realizou um processo minucioso de restauração e reconstrução digital, mas que mesmo assim está sujeito a pequenas imprecisões. “A ideia foi trazer essa história colorida, em alta definição, como se a pessoa estivesse realmente visitando Maringá naquele tempo”.

Nostalgia e identidade local

Além da Catedral, outros vídeos também despertaram forte identificação do público, como o que retrata a antiga rodoviária da cidade. Segundo o criador, o conteúdo busca atingir tanto quem viveu aquela época quanto as novas gerações, que muitas vezes não conhecem esses capítulos da história local. Ele reforça que o foco será sempre exclusivo em Maringá, seja relembrando o passado ou criando projeções futuristas, como vídeos publicados ao estilo da série e jogo “The last of us”, que projeta o mundo após um apocalipse zumbi. 

Do hobby a novos projetos

Embora hoje o trabalho com inteligência artificial ainda não seja sua principal fonte de renda, Josemar Graboski vê no projeto um caminho para o futuro. Ele conta que decidiu estudar IA por gostar de se reinventar e aprender coisas novas e já começou a receber pedidos para restauração de fotos antigas enviadas por seguidores e também para projetos visuais de casas, chácaras e chalés criados com auxílio de inteligência artificial. A meta, segundo ele, é ampliar a atuação e investir na área de engenharia de prompts e produção de conteúdo digital.

Sair da versão mobile