Voluntário brasileiro morto na guerra da Ucrânia atuava com maringaense em grupo especial


Por Thiago Danezi
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Familiares confirmaram nesta terça, 10, a morte do paraense Wesley Adriano Silva, o SGT Índio, voluntário nas forças ucranianas na guerra contra a Rússia. Foto: Reprodução | Instagram

Familiares confirmaram nesta terça-feira, 10, por meio de uma publicação nas redes sociais, a morte do paraense Wesley Adriano Silva, conhecido como SGT Índio, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas na guerra contra a Rússia.

No comunicado, a família informou que ele viajou à Ucrânia “para realizar um sonho”, destacou que era apaixonado pela farda e pediu respeito ao luto, além do fim de especulações sobre as circunstâncias da morte. Segundo apoiadores que acompanham a atuação de brasileiros no conflito, Wesley teria sido atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, no leste da Ucrânia. A família, no entanto, afirma que não recebeu confirmação oficial detalhada sobre o ocorrido.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Kiev foi notificada pelas autoridades ucranianas sobre o status de “desaparecido em combate” do brasileiro e que presta assistência consular à família.

Relação com maringaense que atuou no conflito

A morte do voluntário repercutiu entre grupos de combatentes estrangeiros e apoiadores da causa ucraniana. Entre as manifestações está a do maringaense sargento Dias, de 33 anos, que retornou recentemente ao Brasil após quase nove meses em combate. Instrutor militar e de defesa pessoal, ele integrou um grupo de operações especiais formado por brasileiros e participou de missões em áreas estratégicas do conflito, incluindo a região de Kupiansk, próxima à fronteira com a Rússia.

Dias publicou vídeos e fotos ao lado de Wesley Adriano nas redes sociais, exaltando a fraternidade construída no campo de batalha. Em uma das postagens, escreveu: “Na guerra, descobrimos nossa verdadeira essência. Toda batalha fortalece a fraternidade, testa o espírito e revela o caráter”. Em outra, destacou valores como coragem, resistência e honra, reforçando a ligação entre os combatentes brasileiros que atuaram juntos no front.

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Grupo brasileiro em operações especiais

Adriano foi um dos fundadores do grupo de recrutamento de soldados brasileiros Ares Group. Em nota publicada nas redes sociais, a organização informou que encerrou suas atividades na Ucrânia após a morte de um de seus fundadores, destacando que não mantém qualquer tipo de seleção ou recrutamento.

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