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19 de março de 2026

Condições financeiras globais tornaram-se mais restritivas, aponta Comef


Por Agência Estado Publicado 19/03/2026 às 08h57
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O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central (BC) afirmou nesta quinta-feira (19) que desde sua última reunião, realizada em novembro de 2025, as condições financeiras globais tornaram-se mais restritivas.

O colegiado mencionou que a inadimplência segue elevada nos Estados Unidos, em diversas modalidades de crédito, alcançando o maior nível desde 2009 em cartão de crédito. Também citou que o balanço do Federal Reserve voltou a se expandir, refletindo compras de T-Bills, em um contexto de liquidez global ainda elevada e maior alavancagem de hedge funds.

Na China, disse, é observada desaceleração do crédito bancário, em linha com a menor demanda por crédito em um ambiente de moderação da atividade econômica.

As avaliações constam na ata da sua 64ª reunião. O Comef também afirma que o sistema financeiro internacional tem demonstrado resiliência, mas emenda que a incerteza de política econômica permanece elevada, e a materialização recente de riscos geopolíticos aumentou a volatilidade nos mercados.

“Até o momento, os efeitos concentram-se nos preços de commodities, sem contágio em mesma proporção para outros ativos financeiros”, disse. “O regime de câmbio flutuante segue absorvendo choques e o sistema financeiro internacional segue em realocação ordenada de posições.”

Nesse contexto, afirmou, as expectativas em relação às trajetórias das políticas fiscal e monetária das economias avançadas continuam a desempenhar papel relevante na precificação de ativos. Para o colegiado, requerem mais atenção as dúvidas sobre a valorização de ativos de risco e outras vulnerabilidades financeiras.

Buffers

De acordo com o Comef, a maioria das jurisdições manteve inalterados seus buffers contracíclicos de capital, enquanto três decidiram elevá-los.

De 58 jurisdições avaliadas, 45 mantiveram o buffer contracíclico ativado, das quais 26 jurisdições fizeram referência à adoção da sistemática do buffer neutro positivo, que consiste na manutenção de um nível mínimo de capital adicional contracíclico mesmo em períodos sem acúmulo significativo de riscos financeiros.

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