Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

23 de abril de 2026

Conpresp retoma votação de recurso para destombar prédio da Escola Panamericana em SP


Por Agência Estado Publicado 23/04/2026 às 15h36
Ouvir: 00:00

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) decide nesta segunda-feira, 27, sobre o pedido de destombamento do edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, na Avenida Angélica, em Higienópolis, na região central de São Paulo. O prédio foi tombado em 2024 por ser considerado um ícone da arquitetura pós-moderna paulistana. O pedido de “destombamento” foi apresentado pela empresa proprietária alegando falta de relevância arquitetônica, urbanística ou afetiva.

Se aprovada, a decisão retira a proteção do imóvel como patrimônio cultural, possibilitando até a demolição do edifício. Outro prédio da Panamericana com características semelhantes, na Rua Groenlândia, foi demolido em 2021, apesar da mobilização para que fosse preservado.

O imóvel pertence à Keeva Investimentos e Participações Ltda, que entrou com o pedido de reversão do tombamento. O recurso entrou na pauta de outras duas reuniões do Conpresp, mas a votação acabou adiada. A expectativa é de que na reunião de segunda-feira seja dada decisão definitiva. O tema é o primeiro item da pauta do conselho.

Projetado pelo arquiteto Siegbert Zanettini, o edifício da Avenida Angélica foi tombado em 2024 pelo Conpresp, que reconheceu a “relevância da edificação como testemunho para a história da técnica e da arquitetura, revelando características importantes da linguagem pós-moderna e do urbanismo paulistano do final do século 20”.

O parecer de tombamento aponta a “estética high tech” da arquitetura, considerada “um verdadeiro marco da arquitetura e design de São Paulo”.

No recurso, a Keeva apresenta um parecer do arquiteto Pedro Taddei Neto segundo o qual o valor arquitetônico da obra, como também seu valor histórico, não são inéditos ou excepcionais, “tendo em vista que, datada de 1998, é uma obra tardia da geração das exoestruturas em aço”. Ele aponta ainda não haver evidências do valor afetivo da obra para a população de São Paulo.

Entidades da sociedade civil, como o Movimento Defenda São Paulo, a Associação de Proprietários, Protetores e Usuários de Imóveis Tombados (APPIT) e o Coletivo Pró-Higienópolis, estão mobilizadas para acompanhar a sessão. “A deliberação do Conpresp ultrapassa esse caso específico. Trata-se de decisão com impacto direto sobre a consistência do sistema de proteção do patrimônio cultural da cidade, em especial quanto à preservação de bens representativos da arquitetura recente e de sua inserção na paisagem urbana”, diz nota divulgada pelo grupo.

Ao Estadão, o advogado da Keeva, Luiz Carlos Andrezani, diz que se o Conpresp decidir por manter o tombamento, a empresa avaliará possível ação para obter a reversão na justiça.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministro do STJ vê ‘ilegalidade’ na prisão de MC Ryan e manda soltar funkeiro


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto acatou um pedido de habeas corpus e determinou liminarmente…


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto acatou um pedido de habeas corpus e determinou liminarmente…