
O deputado estadual Renato Freitas deu mais um passo rumo a uma possível perda de mandato após o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná aprovar, nesta segunda-feira (11), o parecer favorável à cassação do parlamentar.
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A decisão foi tomada por cinco votos a um. Os integrantes do colegiado entenderam que houve quebra de decoro parlamentar em razão de um confronto envolvendo Freitas e um manobrista, ocorrido em novembro do ano passado, na região central de Curitiba.
O episódio, registrado por câmeras e compartilhado nas redes sociais, mostra uma discussão entre os dois homens evoluindo para agressões físicas em via pública.
Durante a confusão, houve troca de empurrões, socos e chutes até a intervenção de pessoas que estavam próximas ao local.
Após o episódio, Renato Freitas sofreu uma fratura no nariz e precisou receber atendimento médico. O outro envolvido também teve ferimentos no rosto.
A defesa do parlamentar poderá recorrer da decisão no prazo de cinco dias. Depois disso, o processo será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação em plenário.
Para que a cassação seja confirmada, ao menos 28 deputados estaduais precisarão votar favoravelmente à perda do mandato.
Durante entrevista concedida após a sessão, Freitas afirmou que reagiu depois de uma suposta ameaça envolvendo o veículo conduzido pelo manobrista. Segundo ele, a situação ocorreu enquanto estava acompanhado da filha.
O deputado também criticou o andamento do processo disciplinar e afirmou ser alvo de perseguição política dentro da Assembleia.
O único voto contrário ao parecer foi dado pelo deputado Dr. Antenor, que defendeu sanções menos severas.
Na mesma reunião, o Conselho de Ética ainda aprovou punições adicionais contra Freitas em outros dois processos disciplinares. As medidas preveem suspensão temporária de prerrogativas parlamentares por 30 dias.
Um dos casos envolve a participação do deputado em um protesto realizado dentro de um supermercado. O outro trata de um desentendimento com o deputado Márcio Pacheco e um assessor da Assembleia após uma sessão da CCJ.
As novas penalidades também dependem de votação em plenário para entrarem em vigor.
As informações são do O Bem Dito.