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05 de março de 2026

Desemprego é o mais alto desde outubro de 2025, mas o menor para janeiro desde 2012


Por Agência Estado Publicado 05/03/2026 às 11h47
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A taxa de desemprego no País voltou a subir, passando de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro para 5,4% no trimestre terminado em janeiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi o mais elevado desde o trimestre terminado em outubro de 2025, quando também estava em 5,4%.

Porém, a taxa de desocupação está no patamar mais baixo para trimestres encerrados em janeiro em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%.

Massa de salários renova nível recorde

A massa de salários em circulação na economia renovou patamar recorde no trimestre encerrado em janeiro, totalizando R$ 370,338 bilhões.

O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu ao ápice da série, para R$ 3.652 no período. A alta contínua na massa de rendimento ocorre tanto por uma ampliação no número de pessoas trabalhando quanto por uma melhora na qualidade das vagas existentes, justificou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE.

“Desde 2023, a massa de rendimento tem observado variações positivas. A alta contínua na massa de rendimento cresce com mais emprego e melhora na qualidade das vagas. O crescimento da massa se dá tanto do ponto de vista do maior número de pessoas trabalhando, quanto do ponto de vista de maior contingente de pessoas com rendimentos maiores. O rendimento cresce tanto porque você tem mais trabalhadores com vínculos mais estáveis, como a carteira assinada, quanto também dentro do segmento da informalidade, esses trabalhadores informais também estão tendo crescimento do rendimento”, resumiu Beringuy.

O resultado da massa de renda significou um aumento de R$ 25,108 bilhões no período de um ano, alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 ante o trimestre terminado em janeiro de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em outubro de 2025, a massa de renda real cresceu 2,9% no trimestre terminado em janeiro, R$ 10,527 bilhões a mais.

O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 2,8% na comparação com o trimestre até outubro, R$ 100 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2025, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 5,4%, R$ 186 a mais.

A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 3,5% no trimestre terminado em janeiro ante o trimestre encerrado em outubro. Já na comparação com o trimestre terminado em janeiro de 2025, houve elevação de 10,0% na renda média nominal.

Segundo Beringuy, a manutenção da carteira assinada no setor privado em patamares recordes puxa o rendimento também recorde. O mercado de trabalho segue mantendo um aumento das vagas formais, com redução no contingente de trabalhadores informais.

“As principais parcelas da informalidade tenderam a diminuir (no trimestre até janeiro)”, observou Beringuy.

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