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01 de abril de 2026

DJ da cerimônia de abertura da Olimpíada diz que foi ameaçada de morte e processa internautas


Por Agência Estado Publicado 30/07/2024 às 12h45
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A DJ Barbara Butch, que se apresentou na cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris-2024, está processando internautas após ser vítima de ataques virtuais nas redes sociais. Butch é um ícone da causa LGBT+ na França e tocou seu set na ponte Debilly, durante o segmento da abertura em que modelos, dançarinos e drag queens desfilaram. O início da apresentação foi associado por telespectadores à Santa Ceia, em razão da forma que os artistas estavam posicionado à mesa montada na ponte, mas o diretor da cerimônia disse que se inspirou nos deuses olímpicos.

Em entrevista à Associated Press, Butch confirmou que registrou uma denúncia alegando ser vítima de insultos e ameaças de morte. A ação, contudo, não específica nomes dos supostos autores do clube. De acordo com a advogada da DJ, Audrey Msellati, foi registrada na Justiça de Paris, que vai decidir se inicia ou não uma investigação formal.

Mesmo com as afirmações constantes do diretor Thomas Jolly de que não houve referência à obra Última Ceia, de Leonardo da Vinci, a artista continuou sendo atacada por pessoas que consideraram a performance ofensiva ao cristianismo.

Donald Trump, ex-presidente e atual candidato à presidência dos Estados Unidos, foi uma das pessoas que se pronunciou sobre o caso. “Eu sou muito mente aberta, mas acho que o que eles fizeram foi uma desgraça”, afirmou o político e empresário americano em entrevista à Fox News. Bispos católicos franceses também reclamaram.

Barbara Butch usava uma coroa prateada, semelhante a uma auréola, enquanto se apresentava no colorido desfile da Ponte Debilly. A organização da Olimpíada de Paris disse que o intuito sempre foi “celebrar a tolerância da comunidade” e que “nunca houve a intenção de mostrar desrespeito a qualquer grupo religioso.”

Em comunicado no Instagram, Butch se pronunciou sobre o ocorrido. “Não importa o que alguns digam, eu existo. Nunca tive vergonha de quem sou e assumo a responsabilidade por tudo – inclusive pelas minhas escolhas artísticas. Durante toda a minha vida, me recusei a ser vítima: não vou calar a boca.”

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