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02 de abril de 2026

‘Essa mão que bate em mulher não precisa votar em mim’, diz Lula sobre recorde de feminicídio


Por Agência Estado Publicado 03/12/2025 às 13h07
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 2, que decidiu assumir a tarefa de tentar “criar uma mobilização de homem nesse País” por conta dos inúmeros e crescentes casos de violência contra a mulher. Ele comentou sobre os recentes crimes que repercutiram na imprensa e falou que não deseja receber votos de agressores.

“Como presidente da Republica, vou fazer um movimento dos homens de bem nesse País, dos homens de bem contra a violência contra mulher. Ontem (terça, 2) eu disse em um comício: quem bate em mulher não precisa votar em mim. Essa mão que bate em uma mulher não precisa votar em mim. É uma vergonha ser violento.”

A cidade de São Paulo já registra em 2025 maior número de feminicídios dos últimos dez anos. A semana foi marcada por casos bárbaros, de violência extrema. Uma mulher teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada na zona norte da capital. Em Pernambuco, um homem matou a mulher grávida e os quatro filhos incendiando a casa onde viviam.

Na terça, Lula já tinha dito que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pediu a ele que “assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra”. O tema também foi abordado durante a entrevista do presidente à TV Verdes Mares, filiada da TV Globo no Ceará.

“Eu resolvi assumir a tarefa de tentar criar uma mobilização de homem nesse País. Porque a violência é do homem contra a mulher. Nós homens vamos ter que criar juízo, criar vergonha, nos educar. O que não dá é para aceitar como normal o cidadão achar que tem direito sobre a companheira dele.”

Lula elencou os recentes casos noticiados pela imprensa e disse que acordou no domingo, 30, com a Janja chorando por conta das denúncias de feminicídio.

“Aquele carro arrastando aquela mulher por um quilômetro, que teve as duas pernas amputadas. Depois uma mulher que foi trancada dentro de casa, grávida, com três filhos, e o marido tocou fogo na casa. Depois uma mulher que o marido chega com duas pistolas e descarrega as pistolas nela. Depois uma criança de dois anos na Bahia que foi violentada e estuprada.”

O presidente defendeu que “a mão da gente foi feita para trabalhar, para fazer cafuné, e não para fazer violência na mulher”. Ele não deixou claro, entretanto, se tal proposta será tema de uma campanha oficial ou um apenas pronunciamento revoltoso.

“É uma campanha de homem que tem vergonha na cara, que tem caráter, que tem respeito, que quer criar usa família, dizer para o seu amigo: não bata na mulher, não seja violento, se você não gosta mais dela toma um rumo e vai embora.”

Gafe em 2024

Em julho do ano passado, o presidente cometeu uma gafe ao falar sobre o tema. Em reunião no Palácio do Planalto, ele considerou “inacreditável” que a violência contra a mulher aumente depois de jogos de futebol, mas fez uma ressalva – “se o cara é corintiano, tudo bem”.

“Hoje eu fiquei sabendo de uma notícia triste. Eu fiquei sabendo que tem pesquisa, Haddad, que mostra que, depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corintiano, tudo bem. Mas eu não fico nervoso quando perco, eu lamento profundamente. Então, eu queria dar os parabéns às mulheres que estão aqui.”

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