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21 de março de 2026

Exame aponta relação sexual pouco antes da morte de PM


Por Ana Beatriz Publicado 21/03/2026 às 09h15
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Os resultados do laudo pericial realizado após a exumação do corpo da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça, revelaram a presença de espermatozoides no canal vaginal, indicando que a vítima teria tido relações sexuais pouco antes de morrer.

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Foto: Reprodução

A revelação contraria a versão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele e principal suspeito pelos crimes de femincídio e fraude processual. Durante as investigações, o oficial afirmou que o casal estava em crise e que dormiam em quartos separados, sem qualquer contato íntimo.

“Na análise da amostra do exame sexológico, há resultado positivo para espermatozoides no canal vaginal conferindo a existência de coito vaginal recente”, segundo consta em documento das análises periciais.

A Justiça de São Paulo acatou denúncias e o tenente tornou-se réu por feminicídio. Segundo a promotoria, a acusação formal engloba os crimes de feminicídio qualificado, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica, e causas de aumento de pena. A denúncia também indica o crime de fraude processual, alegando que o réu alterou a cena do crime para induzir erro na investigação.

Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto nesta quarta-feira, 18. Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Após audiência de custódia nessa quinta-feira, 19, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a prisão do oficial. Segundo a Justiça, não foram identificadas irregularidades no cumprimento de mandado de prisão expedido pelo tribunal comum e, por isso, o coronel seguirá preso.

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