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16 de abril de 2026

Expectativa é reduzir dívida brasileira no médio e longo prazos, afirma Durigan


Por Agência Estado Publicado 15/04/2026 às 17h08
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o quadro fiscal brasileiro não trazem novidade, apesar da piora nas estimativas. Segundo ele, o organismo usa uma metodologia de cálculo diferente, para efeito comparativo com os demais países, e, ao contrário do cenário traçado, a expectativa é de estabilização e redução da dívida brasileira no médio e longo prazos.

“É importante a gente notar que há uma diferença entre as metodologias, do que se considera para fins do FMI e para fins brasileiros, que não é novidade”, explicou Durigan, em conversa com jornalistas, em Washington, às margens das reuniões de Primavera do Fundo.

O FMI prevê a dívida pública brasileira no patamar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, no primeiro ano do próximo governo. O alerta consta do novo relatório Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira, 15.

O marco preocupante virá depois de meia década de piora da situação das contas públicas domésticas. A dívida pública brasileira segue em trajetória crescente desde 2023, e deve alcançar 96,5% neste ano, na avaliação do Fundo. Trata-se do maior nível de endividamento desde a covid-19, quando chegou a 96% em 2020.

A dívida bruta como proporção do PIB é um dos principais indicadores de solvência de um país e, por isso, é monitorada de perto por agências de classificação de risco e investidores. No entanto, o FMI calcula o indicador de modo distinto: inclui os títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central (BC), que não entram nas contas do governo brasileiro, para garantir comparabilidade com os demais países.

“De fato, a gente deveria excluir esse montante de títulos que não cumprem o papel, apesar de ser título público, não cumprem o papel de refinanciamento da dívida pública”, defendeu Durigan.

Segundo ele, a dívida pública é uma preocupação sua e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai seguir endereçando. “A gente tem um compromisso com a estabilização da trajetória da dívida pública brasileira e uma expectativa de, no médio e longo prazo, reduzir a dívida pública brasileira”, reforçou.

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