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19 de maio de 2026

Galípolo: Selic está bastante restritiva, mas economia segue resiliente e IPCA, pressionado


Por Agência Estado Publicado 19/05/2026 às 13h08
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta terça-feira, 19, que a Selic está bastante restritiva, mas que a economia segue resiliente e a inflação pressionada. “A gente assiste uma economia que vem demonstrando resiliência, um desemprego que segue baixo, uma renda que segue crescendo acima da inflação e acima da produtividade e indicadores de inflação bastante pressionados, ainda que a gente tenha uma taxa de juros elevada”, disse.

Também em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o banqueiro central afirmou que, em sua visão, o desafio desta geração é normalizar canais de transmissão da política monetária e fiscal.

“Diferentemente do caso do Plano Real, que conseguiu com uma bala de prata, vamos dizer assim, resolver o tema da inflação, esse caso me parece ser mais complexo. Ele vai demandar uma série de reformas sucessivas para a gente conseguir desobstruir esses canais para que amanhã se possa dar uma dose menor do remédio, ou seja, uma política que pesa menos do ponto de vista da taxa de juros, que consiga ter um efeito mais eficiente e eficaz na sociedade do controle da inflação”, afirmou Galípolo.

Apreciação do real

O presidente do Banco Central afirmou também que o câmbio vem se comportando bem, com o real sendo a moeda que mais tem se apreciado em comparação não só aos pares, mas aos países avançados.

Do ponto de vista doméstico, ele destacou que o real tem se apreciado pelo fato do Brasil ser exportador líquido de petróleo e pelo diferencial de juro. Do ponto de vista regional, ressaltou que as moedas latino-americanas recentemente têm se apreciado em momentos de aversão a risco.

“É algo relativamente novo a gente ver a aversão a risco subir e as moedas de países latino-americanos se apreciarem, geralmente costumava ser o contrário”, ponderou o presidente do BC.

Em relação ao comportamento do dólar, Galípolo observou que, embora a curva futuro de juros norte-americana venha se comportando bem, diante do otimismo do mercado com os ganhos de produtividade relacionados à inteligência artificial, o dólar tem registrado desvalorização frente a maior parte das moedas.

Esse cenário, afirmou, tem beneficiado o Brasil. “Quando o conflito se intensifica, o Brasil é visto como um porto seguro por ser exportador líquido de petróleo. Quando arrefece o conflito, também se vê o Brasil como uma boa oportunidade em função da situação que eles se encontram. Então, o real vem se beneficiando duplamente nesse processo”, afirmou.

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