Agente de liberdade condicional é flagrada aos beijos com condenado por duplo homicídio

Uma agente de liberdade condicional do Reino Unido foi presa após câmeras de segurança revelarem que ela mantinha um relacionamento amoroso com Kieran Robinson, condenado pelo assassinato a facadas do adolescente Donnell Rhule e do primo Sean Robinson, em julho de 2020.
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De acordo com a apuração, o primeiro contato partiu do próprio detento, que iniciou conversas com a agente Bethany por meio de redes sociais enquanto ainda estava preso. Os dois trocaram mensagens e realizaram ligações com conteúdo sexual explícito, segundo reportagem do The Sun. Posteriormente, Bethany passou a se encontrar de forma sigilosa com Robinson na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh, em Londres.
As investigações apontaram ainda que a agente acessou, sem autorização, registros confidenciais do processo de duplo homicídio em um sistema interno da liberdade condicional e compartilhou informações com o detento, afirmando que os co-réus teriam atribuído a ele toda a responsabilidade pelo crime.
Mesmo após a transferência de Robinson para o presídio de Lowdham Grange, localizado em Nottinghamshire, Bethany continuou a visitá-lo. Em uma dessas visitas, câmeras de vigilância flagraram os dois se abraçando e trocando beijos, registro considerado decisivo para o avanço do processo.
O episódio foi descrito como o ponto final de uma investigação que já estava em andamento. “Em resumo, enquanto atuava no Serviço Prisional e de Liberdade Condicional de Sua Majestade (HMS), a ré se envolveu em um relacionamento impróprio com um detento”, declarou o promotor Sam Willis antes da sentença. A análise do celular da ex-agente revelou inúmeras conversas no WhatsApp entre ela e Robinson, incluindo imagens e pedidos considerados comprometedores, segundo o Daily Mail.
Inaugurada em 1991, a penitenciária de Belmarsh é uma das mais rigorosas do sistema prisional britânico e abriga uma unidade de alta segurança, frequentemente descrita como uma “prisão dentro da prisão”, destinada a detentos de alto risco.
O caso se soma a outros episódios envolvendo servidores do sistema prisional do país. Um dos mais conhecidos é o da carcereira brasileira Linda de Sousa Abreu, condenada em janeiro do ano passado a 15 meses de prisão após ser filmada mantendo relação sexual com um detento em uma cela da penitenciária HMP Wandsworth, também em Londres. Dias depois da divulgação das imagens, ela foi presa ao tentar embarcar para Madri, na Espanha, utilizando passaporte português.
As informações são do TNOnline.
